🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Result
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Audiência pública discute vendas irregulares de terrenos em área rural de Cascavel

Segundo dados do IPC cerca de 150 áreas apresentam indícios de irregularidades, 60 delas foram notificadas e 32 embargadas

Eliane Alexandrino · · 4 min de leitura
Câmara discute venda irregular de terrenos
Câmara discute venda irregular de terrenos — Crédito: Flávio Ulsenheimer/Assessoria de Imprensa

Eliane Alexandrino/Cascavel

O comércio irregular de terrenos em chácaras ou condomínios foi pauta na audiência pública realizada no plenário da Câmara de Vereadores de Cascavel na noite desta segunda-feira (1). 

A Comissão de Agricultura formada pelos vereadores Valdecir Alcantra (PP), Rondinelle Batista (Novo) e Hudson Moreschi (Podemos) coordenou o encontro que também contou com a presença de moradores de várias partes da cidade, entidades rurais e representantes do IPC (Instituto de Planejamento de Cascavel).

Segundo o vereador Dr Lauri (MDB) Cascavel possui hoje 8,6 mil chácaras.  De acordo com o IPC foram mapeadas 150 áreas com indícios de irregularidades em diversas regiões da cidade. Deste total, aproximadamente 60 deles foram notificados e 32 embargados com aplicação de multas. Com apoio da (Comissão de Monitoramento de Parcelamento de Solo Irregular) foi possível identificar esses locais, notificar e multar. 

Em alguns deles segundo o IPC foram encaminhados para a Procuradoria Jurídica do Município, em todos os casos os proprietários notificados têm o direito de apresentar defesa antes de qualquer penalidade, após análise.

“Após notificados, os proprietários têm prazo de até 30 dias para apresentar a defesa. Mas vale lembrar que serão multados conforme a legislação, tamanho da área e se houve dano ambiental, o valor poderá ser ainda maior. Vamos continuar com o pente-fino, a fiscalização continuar intensa não vamos parar. E também vamos nos reunir o mais breve possível como promotor do Gaema para afinar mais detalhes”, explica o presidente do IPC, Vinicius Boza.

A multa para quem for notificado varia entre 5 a 50 UFM (Unidade Fiscal do Município), o valor atual da unidade é de R$ 60,94, ou seja, se for multado com 50 UFM a multa poderá ser de R$3.047,00 dependendo do grau da irregularidade. 

Segundo os vereadores que participaram da audiência pública, o levantamento completo deve ser realizado nos próximos meses, a expectativa é que a comissão tenha em mãos nos próximos 90 dias. 

“Queremos finalizar em 3 meses. Vamos criar uma comissão que vai tratar diretamente com o município e o Ministério Público. Queremos providências do jeito que está não pode ficar, seja de quem vendeu ou de quem comprou mesmo sabendo que o local era irregular. O que não pode é deixar essas áreas aumentarem mais”, destaca o vereador Valdecir Alcantara (PP).

O trabalho atende a uma recomendação do Ministério Público do Paraná, por meio do Gaema (Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo). Em todas as situações, os proprietários são notificados antes da aplicação de penalidades.

Quais são as principais irregularidades? 

A compra de terrenos em loteamentos irregulares pode trazer sérios prejuízos ao comprador, como: impossibilidade de registrar o imóvel no cartório; falta de infraestrutura básica (água, luz, esgoto, pavimentação); risco de desocupação por decisão judicial; além de multas e outras sanções legais.

A principal irregularidade encontrada nos parcelamentos situados na zona rural de Cascavel, segundo o Gaema, é a comercialização de frações ideais de imóvel rural em metragem inferior à FMP (Fração Mínima de Parcelamento), definida em 20.000 m² por meio da Instrução Especial INCRA nº 5/2022, sem autorização do município e sem o devido licenciamento ambiental, em violação ao previsto no art. 65, caput, do Estatuto da Terra1 , e ao art. 3º, caput, da Lei nº 6.766/1979 (Lei de Parcelamento do Solo Urbano).

Segundo o Gaema, as denúncias anônimas apontam anúncios de comercialização publicados no Facebook com metragem inferior à fração mínima de parcelamento (20.000 m²). Ferri afirma que os empreendimentos não apresentam pouquíssima infraestrutura para moradia. Além da constatação de danos ambientais nesses espaços.

“Em face das comercializações realizadas, esses núcleos urbanos irregulares e/ou clandestinos são formados em área rural sem qualquer infraestrutura mínima necessária para atender à população, tanto para moradia ou lazer. Além da precariedade desses núcleos residenciais são constatados danos ambientais nas áreas, em decorrência da destruição de vegetação nativa, [APP]de Áreas de Preservação Permanentes destruição de nascentes e poluição de cursos hídricos”, ressalta o Promotor de Justiça, Giovani Ferri.

Foto: Flávio Ulsenheimer/Assessoria de Imprensa/CMC

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.