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Ataques de cães acendem alerta e deputado propõe coleiras refletivas no Paraná

Proposta apresentada na Assembleia Legislativa busca reduzir atropelamentos e acidentes em vias públicas; Estado já registrou cerca de 300 ataques de cães desde o início de 2025

Eliane Alexandrino · · 3 min de leitura
coleiras refletivas para cães
coleiras refletivas para cães — Crédito: Divulgação

O aumento das ocorrências envolvendo cães soltos nas ruas do Paraná levou a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) a discutir uma nova medida voltada à segurança de animais e da população. Um projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Marcelo Rangel (PSD) propõe a utilização de coleiras refletivas em cães e outros animais abandonados para facilitar sua identificação e aumentar a visibilidade durante a noite.

A proposta surge em um contexto de crescimento dos registros de ataques e acidentes envolvendo animais em vias públicas. Dados divulgados pelo Governo do Paraná apontam que o Corpo de Bombeiros atendeu cerca de 300 ocorrências de ataques de cães em todo o Estado desde o início de 2025. Em Cascavel, episódios envolvendo cães soltos também têm gerado preocupação, principalmente em bairros com maior incidência de animais abandonados e em regiões onde moradores relatam ataques frequentes a pedestres, ciclistas e motociclistas.

Além dos ataques, a presença de cães em ruas e rodovias representa um risco constante para o trânsito. Animais atravessando vias movimentadas podem provocar acidentes graves, colocando em perigo motoristas, motociclistas, ciclistas e os próprios animais. A situação costuma se agravar durante a noite, quando a baixa visibilidade dificulta a percepção dos condutores.

Para tentar minimizar esses riscos, o projeto prevê que os animais em situação de rua recebam coleiras confeccionadas com material resistente e dotadas de elementos refletivos. O objetivo é tornar os cães mais visíveis em condições de pouca iluminação, reduzindo a ocorrência de atropelamentos e outros incidentes.

Pela proposta, a instalação das coleiras ficará a cargo de entidades de proteção animal, organizações da sociedade civil, clínicas veterinárias parceiras, universidades que possuam cursos de Medicina Veterinária e programas desenvolvidos em parceria com o poder público.

Um dos pontos destacados pelo deputado Marcelo Rangel é que a iniciativa não deverá gerar impacto financeiro direto aos cofres estaduais. A execução poderá ocorrer por meio de doações, parcerias com empresas do setor pet, convênios com universidades e ações voluntárias promovidas por entidades ligadas à causa animal.

Segundo o parlamentar, a medida representa uma alternativa simples e de baixo custo para enfrentar um problema que afeta tanto a segurança pública quanto o bem-estar animal.

“Uma coleira refletiva pode parecer um detalhe, mas pode salvar vidas. Nossa proposta busca proteger os animais de rua, reduzir acidentes e incentivar uma ação conjunta entre o poder público e a sociedade em favor da causa animal”, afirmou.

A proposta também pretende estimular a participação de instituições de ensino e organizações não governamentais em ações voltadas ao controle populacional e à proteção dos animais abandonados. Para especialistas da área, medidas de identificação visual podem contribuir para reduzir acidentes, mas precisam ser acompanhadas por políticas permanentes de castração, adoção responsável e combate ao abandono.

O texto do projeto autoriza ainda o Poder Executivo a regulamentar a futura legislação, definindo os padrões das coleiras e os procedimentos para sua utilização. Antes de se tornar lei, a proposta passará pela análise das comissões temáticas da Assembleia Legislativa e posteriormente será submetida à votação em plenário.

Enquanto o debate avança no Legislativo, o aumento das ocorrências envolvendo cães soltos segue como um desafio para municípios paranaenses, especialmente em cidades de médio e grande porte, onde a presença de animais abandonados nas ruas continua sendo motivo de preocupação para moradores e autoridades.

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