🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Corbélia
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Assembleia protocola no STJ pedido da retomada de processo que pode cassar Renato Freitas

Assembleia Legislativa argumenta que decisão do TJPR interfere na autonomia do Legislativo e pede ao STJ a retomada da tramitação do processo

Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
ALEP
ALEP — Crédito: Orlando Kissner/Alep

A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) protocolou o pedido junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão que suspendeu a tramitação do Processo Ético-Disciplinar contra o deputado estadual Renato Freitas. O procedimento em curso na Casa pode resultar na perda do mandato parlamentar.

A medida foi tomada após uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), proferida pelo desembargador Rogério Luis Nielsen Kanayama, interromper o andamento do processo. O despacho está sob segredo de Justiça, o que limita a divulgação dos fundamentos utilizados para a suspensão.

No recurso apresentado ao STJ, a Assembleia busca restabelecer a tramitação do procedimento disciplinar e garantir a continuidade da análise do Projeto de Resolução nº 7/2026. A proposta será submetida ao plenário da Casa caso a suspensão judicial seja revertida.

Segundo a Alep, a decisão do Tribunal de Justiça impede que o Legislativo exerça plenamente suas atribuições constitucionais. O argumento central da Assembleia é de que a condução de processos disciplinares envolvendo parlamentares integra a competência interna da Casa, cabendo aos deputados deliberar sobre eventuais sanções.

No pedido encaminhado ao STJ, a Assembleia sustenta que a manutenção da liminar configura interferência indevida na autonomia do Poder Legislativo. A Casa argumenta ainda que a suspensão compromete o funcionamento regular dos órgãos internos responsáveis pela análise do caso, como o Conselho de Ética e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O recurso também ressalta a necessidade de preservar o princípio da separação entre os Poderes. De acordo com a Assembleia, a intervenção judicial em procedimentos disciplinares internos deve ocorrer apenas em situações excepcionais, especialmente quando estão em discussão atos relacionados à organização e ao funcionamento do Parlamento.

A disputa jurídica ocorre em um momento decisivo para o processo envolvendo Renato Freitas. Com a tramitação suspensa, a votação do Projeto de Resolução nº 7/2026 ficou paralisada até nova manifestação da Justiça. Caso o STJ acolha o pedido da Assembleia, o procedimento poderá voltar a avançar e ser apreciado pelos deputados em plenário.

Em nota, a Assembleia Legislativa afirmou que mantém o compromisso com o devido processo legal e com o respeito às decisões judiciais. A Casa também destacou a importância da preservação da independência e da harmonia entre os Poderes, princípios previstos na Constituição.

Agora, caberá ao Superior Tribunal de Justiça analisar o pedido e decidir se a liminar concedida pelo TJPR continuará produzindo efeitos ou se o processo disciplinar poderá seguir seu curso normal dentro da Assembleia Legislativa do Paraná. A decisão deverá definir os próximos passos de um caso que voltou a colocar em debate os limites da atuação dos Poderes Legislativo e Judiciário em questões relacionadas à disciplina parlamentar.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.