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APP-Sindicato lança abaixo-assinado contra privatização e militarização de escolas no Paraná

Entidade reage ao plano do governo Ratinho Jr. de repassar 97 escolas à iniciativa privada e transformar outras 50 em colégios cívico-militares

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
app sindicato
app sindicato — Crédito: NS de Campo Mourão

A APP-Sindicato iniciou uma nova mobilização estadual contra o plano do governo Ratinho Júnior (PSD) de transferir a gestão de 97 escolas públicas para a iniciativa privada e militarizar outras 50 unidades no Paraná. A ação inclui um abaixo-assinado que está sendo distribuído em diversas cidades e busca reunir apoio de educadores, pais, responsáveis e organizações sociais.

Segundo a presidenta do Núcleo Sindical da APP-Sindicato de Campo Mourão, professora Silvana Loch, a receptividade tem sido alta.

“A comunidade está atenta e solidária. Quando explicamos a perda de autonomia e a precarização do ensino, as pessoas não hesitam em assinar. É um gesto de resistência coletiva, e vamos levar a reivindicação ao Ministério Público com as assinaturas coletadas”, afirmou.

No primeiro dia de mobilização, durante a Feira do Produtor de Campo Mourão, mais de 500 assinaturas foram recolhidas. Loch destacou que o abaixo-assinado tem servido como instrumento de conscientização sobre os impactos da privatização e da militarização na educação pública paranaense, além de demonstrar a rejeição da comunidade escolar ao projeto do governo.

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Um dos casos citados pela entidade é o do Colégio Estadual Padre Antônio Vieira (Cepav), em Engenheiro Beltrão, que pode ser militarizado. A consulta à comunidade escolar está marcada para os dias 17 e 18 de novembro, prazo considerado “insuficiente para um debate democrático” pelos representantes sindicais.

Ações de mobilização e resistência

De acordo com a APP-Sindicato, todos os núcleos sindicais do estado estão promovendo ações em defesa da educação pública e contra a nova ofensiva do governo para expandir os programas Parceiro da Escola e Colégios Cívico-Militares. As duas iniciativas já haviam sido rejeitadas em consultas realizadas em 2024 em várias unidades escolares.

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