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Anvisa e conselhos reforçam controle sobre canetas emagrecedoras e alertam para riscos

Órgãos firmam acordo para combater irregularidades e orientar uso seguro de medicamentos à base de GLP-1

Eliane Alexandrino · · 2 min de leitura
Anvisa barra canetas emagrecedoras
Anvisa barra canetas emagrecedoras — Crédito: Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em conjunto com os conselhos federais de Medicina, Odontologia e Farmácia, firmou uma carta de intenção para reforçar o controle e o uso seguro das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos à base de agonistas do receptor GLP-1.

A iniciativa busca prevenir riscos à saúde e combater irregularidades na importação, manipulação, prescrição e comercialização desses produtos, que têm ganhado popularidade além das indicações médicas originais, como o tratamento de diabetes e obesidade.

Segundo a Anvisa, o plano prevê ações integradas entre os órgãos, com troca de informações, alinhamento técnico e campanhas educativas voltadas a profissionais de saúde e à população. Também está prevista a criação de grupos de trabalho para acompanhar a implementação das medidas.

A agência alerta que o aumento da procura por esses medicamentos tem sido acompanhado por práticas irregulares, o que pode expor pacientes a riscos evitáveis. Entre eles, o uso de produtos sem registro ou de origem desconhecida.

Nesta semana, a Anvisa determinou a apreensão de medicamentos vendidos como canetas emagrecedoras sem autorização, além de proibir sua comercialização, distribuição e uso no país.

Casos de contrabando também foram registrados. No Rio de Janeiro, a Polícia Civil apreendeu um carregamento vindo do Paraguai com anabolizantes e mil frascos desses produtos, e prendeu um casal em flagrante.

A Anvisa reforça que o uso desses medicamentos deve ocorrer apenas com prescrição e acompanhamento médico, diante do risco de efeitos adversos graves, como pancreatite.

Foto e texto: Agência Brasil

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