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ANTT publica editais dos lotes 4 e 5; leilões trarão R$ 30 bilhões em investimentos

Trechos incluem mais de mil quilômetros de rodovias e vão beneficiar regiões Oeste, Noroeste e Norte do Paraná

Eliane Alexandrino · · 4 min de leitura
Lotes 4 e 5 - pedágio
Lotes 4 e 5 - pedágio — Crédito: Assessoria

Da redação/Cascavel

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou, na noite desta terça-feira (15), os editais de concessão dos lotes 4 e 5 do programa de concessões de rodovias do Paraná. Juntos, os dois trechos somam 1.058 quilômetros de extensão e preveem investimentos de R$ 29,8 bilhões, entre obras e custos operacionais.

O lote 4 será leiloado na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, no dia 23 de outubro. Já o lote 5 irá a leilão na semana seguinte, em 30 de outubro. Ambos abrangem regiões estratégicas do Estado, como Vale do Ivaí, Norte, Noroeste, Oeste e Centro-Oeste, além de facilitar o tráfego de veículos vindos do Paraguai, de São Paulo e do Mato Grosso do Sul.

A concessão segue o modelo adotado nos demais lotes do pacote paranaense: disputa pela menor tarifa-base por quilômetro rodado, sem pagamento de outorga aos governos federal e estadual. Os envelopes com propostas devem ser entregues nos dias 20 e 27 de outubro, respectivamente. A previsão é que os contratos sejam assinados até fevereiro de 2026.

“São quase R$ 30 bilhões em investimentos. Estamos falando de duplicações, contornos e melhorias que vão salvar vidas e transformar a logística do Paraná. Com esses dois lotes, fechamos o maior programa de concessões da América Latina”, afirmou o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

Lote 4

Com 627,52 quilômetros, o lote 4 abrange três rodovias federais (BR-272, BR-369 e BR-376) e oito estaduais (PR-182, PR-272, PR-317, PR-323, PR-444, PR-862, PR-897 e PR-986). Ele conecta a fronteira com o Paraguai, em Guaíra, à divisa com São Paulo, em Nova Londrina.

Os investimentos previstos somam R$ 18,2 bilhões, sendo R$ 10,9 bilhões apenas em obras. Entre as melhorias previstas estão 231 quilômetros de duplicações, 87 quilômetros de faixas adicionais, 59 quilômetros de contornos (Nova Londrina, Itaúna do Sul, Oeste de Maringá e Norte de Londrina), 39,4 quilômetros de vias marginais e 34 quilômetros de ciclovias. Também estão previstas 39 passarelas, oito passa-faunas, além de pontos de ônibus e dispositivos de segurança.

Um dos destaques do projeto é a duplicação da PR-323, importante via da região Noroeste, nas proximidades de Maringá, Cianorte e Umuarama.

Lote 5

O lote 5 compreende 430,7 quilômetros das rodovias BR-158, BR-163, BR-369, BR-467 e PR-317. Os trechos abrangem as regiões Oeste e Noroeste do Paraná, também favorecendo a integração com o Paraguai e o Mato Grosso do Sul.

Serão R$ 11,6 bilhões em investimentos, dos quais R$ 6,5 bilhões estão previstos para obras. O pacote inclui 238 quilômetros de duplicações, 20 quilômetros de vias marginais, 3,7 quilômetros de contornos, 12 quilômetros de rodovias reconstruídas, três passagens de fauna, cinco passarelas e outros dispositivos. Também está prevista a construção do Contorno de Guaíra e ciclovias na BR-369.

Pacote de concessões do Paraná

As seis concessões rodoviárias do Paraná terão validade de 30 anos a partir da chamada Data de Assunção, que marca a assinatura dos contratos e a transferência dos bens. Ao todo, serão 3,3 mil quilômetros de rodovias concedidas à iniciativa privada, sendo 1,1 mil quilômetros de estradas estaduais. O investimento total estimado supera R$ 60 bilhões.

Os contratos dos dois primeiros lotes estão em vigência desde janeiro de 2024. O lote 1 é operado pelo Grupo Pátria, com R$ 7,9 bilhões em investimentos. O lote 2, leiloado em setembro de 2023, será administrado pelo Grupo EPR, com aporte de R$ 10,8 bilhões.

Já os lotes 3 e 6 passaram a vigorar em abril. O lote 3, com cerca de 570 quilômetros, está sob responsabilidade do Grupo Motiva (ex-CCR), integrando o chamado Corredor Norte, que liga o Interior ao Porto de Paranaguá e aos estados de Santa Catarina e São Paulo. O lote 6, também do Grupo EPR, é o maior do pacote e contará com R$ 20,2 bilhões para duplicações em 70% da malha concedida, além de vias marginais e contornos, abrangendo trechos das BR-163, BR-277, PR-158, PR-180, PR-182, PR-280 e PR-483.

Foto: Assessoria

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