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ANS mobiliza hospitais para enfrentar impactos do El Niño na saúde

Agência articula plano com hospitais privados para orientar a população diante da previsão de calor intenso, enchentes e aumento de doenças nos próximos meses

Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
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... — Crédito: Eficiência Hospitalar

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) iniciou uma articulação com hospitais privados de grande porte para preparar a rede de saúde diante dos impactos previstos com a chegada do El Niño. O objetivo é antecipar possíveis problemas, alinhar protocolos e fortalecer a comunicação com a população sobre os riscos associados ao fenômeno climático, que deve ganhar força no segundo semestre deste ano.

Entre as principais preocupações da agência estão o aumento de casos de dengue e outras doenças transmitidas por vetores, infecções provocadas pelo consumo de água contaminada após enchentes e o crescimento no número de acidentes domésticos, como quedas durante temporais. A expectativa é que os hospitais também se preparem para uma possível sobrecarga nos períodos mais críticos.

A iniciativa leva em conta os efeitos registrados no último El Niño, entre 2023 e 2024. Na ocasião, o Rio Grande do Sul enfrentou enchentes históricas que devastaram cidades inteiras, enquanto o Amazonas sofreu com a pior estiagem já registrada, levando o rio Negro ao menor nível em mais de um século.

As previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que o Sul do Brasil deverá registrar chuvas acima da média entre outubro e dezembro, cenário que pode se estender até o início de 2027. Já as regiões Centro-Oeste, Norte e parte do Nordeste devem enfrentar precipitações abaixo do normal, elevando o risco de seca e queimadas.

Além disso, a tendência é de temperaturas acima da média em grande parte do país, favorecendo ondas de calor e incêndios florestais. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos, projeta que o fenômeno poderá atingir intensidade moderada ou forte, com possibilidade de estabelecer um novo recorde desde o início das medições, em 1950.

Diante desse cenário, a ANS pretende reforçar ações preventivas para reduzir os impactos sobre a saúde da população e evitar a sobrecarga do sistema suplementar nos próximos meses.

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