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Advogada é presa em Marmeleiro por descumprir medidas judiciais após denúncia por coação de testemunha

A prisão preventiva foi decretada depois que ficou constatado que a acusada continuou exercendo a advocacia mesmo com a inscrição suspensa

Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
Marmeleiro
Marmeleiro — Crédito: Prefeitura de Marmeleiro

Uma advogada denunciada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por coação no curso de processo foi presa nesta quinta-feira (29), no município de Marmeleiro, no Sudoeste do estado, após o descumprimento de medidas judiciais impostas pela Justiça. A prisão preventiva foi decretada depois que ficou constatado que a acusada continuou exercendo a advocacia mesmo com a inscrição suspensa e com ordem judicial expressa para se afastar da atividade.

De acordo com o MPPR, a advogada foi denunciada pela Promotoria de Justiça da comarca de Marmeleiro por ameaçar uma testemunha, exigindo que ela mentisse em depoimento para favorecer um cliente. A denúncia resultou em condenação e na imposição de medidas cautelares, entre elas a suspensão do exercício profissional, adotada “pelo receio de sua utilização para a prática de novas infrações penais”, conforme decisão judicial.

No entanto, investigações apontaram que, mesmo após a suspensão pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a ré seguiu atuando como advogada. Segundo a decisão que decretou a prisão, há registros de que ela se apresentava profissionalmente, intermediava negociações em cartórios e instituições financeiras e conduzia clientes sob o argumento de regularizar pendências judiciais e bloqueios de contas.

As informações reunidas pela autoridade policial, amparadas por boletins de ocorrência e declarações de vítimas, indicam ainda a prática, em tese, dos crimes de estelionato e exercício ilegal da profissão. Além disso, surgiram indícios de novos delitos, o que levou à instauração de outro inquérito policial para apurar a possível falsificação de documento, com a juntada em processo judicial de recibo falso simulando a quitação de dívida alimentar de alto valor.

Para a Justiça, as condutas demonstram reiteração criminosa e desrespeito às decisões judiciais, justificando a revogação das medidas cautelares e a decretação da prisão preventiva.

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