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Exportações do Brasil para os EUA caem 6,6% em 2025, aponta governo federal

Vendas ao mercado norte-americano somaram US$ 37,7 bilhões e foram impactadas por tarifas impostas pelo governo Donald Trump

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
exportações
exportações — Crédito: Vosmar Rosa/MPOR

As exportações do Brasil para os Estados Unidos recuaram 6,6% em 2025, segundo dados da Balança Comercial divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No acumulado do ano, o país exportou US$ 37,7 bilhões para o mercado norte-americano, abaixo dos US$ 40,3 bilhões registrados em 2024.

De acordo com o governo federal, o desempenho foi influenciado pela política comercial adotada pelos Estados Unidos, que impôs tarifas de até 50% sobre determinados produtos brasileiros. A medida elevou os custos de exportação, com impacto direto sobre empresas brasileiras e também sobre consumidores americanos.

Apesar da queda nas vendas para os Estados Unidos, as exportações totais do Brasil alcançaram um resultado histórico em 2025. No ano, o país exportou US$ 349 bilhões, o maior valor da série histórica iniciada em 1989. O montante supera em US$ 9 bilhões o recorde anterior, registrado em 2023, e representa crescimento de 3,5% em relação a 2024.

Em dezembro de 2025, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 9,6 bilhões, resultado da diferença positiva entre exportações e importações no período.

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No último mês do ano, os principais destaques das exportações foram a indústria de transformação, com US$ 17,4 bilhões, seguida pela indústria extrativa, que somou US$ 7,8 bilhões, e pela agropecuária, com US$ 5,7 bilhões.

Em relação aos destinos das exportações em dezembro, a Ásia liderou como principal mercado, com US$ 12,6 bilhões, seguida pela Europa, com US$ 5,6 bilhões. A América do Norte recebeu US$ 4,8 bilhões em produtos brasileiros, enquanto a América do Sul respondeu por US$ 3,6 bilhões.

Do lado das importações, os bens intermediários lideraram as compras externas em dezembro, com US$ 11,9 bilhões. Na sequência aparecem os bens de capital, com US$ 3,7 bilhões, os bens de consumo, com US$ 3,4 bilhões, e os combustíveis, que somaram US$ 2,3 bilhões.

Quanto à origem das importações no mês, a Ásia foi a principal fornecedora, com US$ 8,3 bilhões, seguida pela Europa, com US$ 5,4 bilhões. A América do Norte respondeu por US$ 3,9 bilhões, enquanto a América do Sul somou US$ 2,2 bilhões.

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