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Bilionário Walter Salles defende taxação de grandes fortunas durante premiação no Rio

Cineasta e herdeiro de um dos maiores bancos do país, Salles apoiou a tributação progressiva e criticou distorções do sistema tributário brasileiro

Redação · · 2 min de leitura
Foto: Frederic J. Brown
Foto: Frederic J. Brown

Durante a cerimônia do prêmio Faz Diferença, realizada no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, o cineasta Walter Salles defendeu publicamente a taxação das grandes fortunas no Brasil. Diretor de filmes como Central do Brasil e Ainda Estou Aqui, Salles é herdeiro do banqueiro Walther Moreira Salles e figura entre os bilionários brasileiros, com uma fortuna estimada em US$ 4,5 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões), segundo a revista Forbes.

Ao ser homenageado como uma das personalidades do ano, Salles utilizou seu discurso para fazer um apelo por justiça fiscal. “Temos a chance de construir um país mais justo e igualitário, corrigindo as distorções de um sistema que, como a gente sabe, cobra mais de quem tem menos. Quero deixar todo o meu apoio à tributação progressiva, todo meu apoio à taxação às grandes fortunas”, declarou o cineasta.

A fala ocorre em meio às articulações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional para aprovar propostas de arrecadação baseadas em impostos progressivos. A chamada “taxação dos super-ricos” tem sido defendida por diversos setores da sociedade civil organizada e pela ala mais à esquerda do espectro político.

Apesar do apoio público de figuras como Walter Salles, a proposta enfrenta forte resistência no Legislativo. Grupos ligados ao mercado financeiro, ao agronegócio e a grandes empresários têm atuado para frear a agenda de justiça fiscal, que se tornou um dos principais temas do debate econômico atual. O objetivo da equipe econômica é equilibrar as contas públicas sem transferir o peso da arrecadação para os mais pobres.

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