🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Corbélia
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Toffoli anula todas as decisões de Sergio Moro contra Youssef na Lava Jato

Ministro do STF aponta conluio entre juiz e procuradores e declara nulas as condenações do doleiro, mas mantém delação premiada

Redação · · 2 min de leitura
Alberto Youssef
Alberto Youssef — Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, anulou nesta terça-feira (15) todos os atos da Operação Lava Jato e do ex-juiz Sergio Moro contra o doleiro Alberto Youssef, um dos principais delatores e personagens da investigação que desvendou o esquema de corrupção na Petrobras. Com a decisão, todas as provas e condenações impostas a Youssef nos processos da Lava Jato foram invalidadas.

Em sua decisão, Toffoli reconheceu que houve um "conluio processual entre acusação e magistrado em detrimento de direitos fundamentais do requerente, como, por exemplo, o devido processo legal". O ministro declarou a nulidade absoluta de todos os atos praticados por Sergio Moro e pela força-tarefa do Ministério Público Federal de Curitiba contra o doleiro, inclusive os realizados na fase pré-processual.

A anulação, no entanto, não alcança o acordo de colaboração premiada firmado por Youssef, que segue válido.

O pedido da defesa do doleiro foi baseado em três argumentos principais: a declaração de suspeição feita por Moro em 2010, durante o Caso Banestado; a instalação de uma escuta ambiental na cela de Youssef na Polícia Federal em Curitiba, em 2014; e o uso do delator como instrumento para perseguir lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT), especialmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As alegações foram embasadas em mensagens apreendidas pela Operação Spoofing, que revelou conversas entre integrantes da força-tarefa e o então juiz, sugerindo articulação fora dos trâmites legais. Entre os beneficiados pela delação de Youssef estavam nomes como João Vaccari Neto, André Vargas, José Dirceu, Antonio Palocci e Guido Mantega.

Toffoli afirmou que Youssef foi "um dos vetores das acusações posteriormente dirigidas ao Presidente da República" e criticou duramente a conduta dos responsáveis pela Lava Jato. Segundo o ministro, Moro e os procuradores “desrespeitaram o devido processo legal, agiram com parcialidade e fora de sua esfera de competência”.

“Volto a afirmar que centenas de acordos de leniência e de colaboração premiada foram celebrados como meios ilegítimos de levar colaboradores à prisão. Tal conluio e parcialidade demonstram, a não mais poder, que houve uma verdadeira conspiração com objetivos políticos”, afirmou Toffoli.

O magistrado concluiu que o combate à corrupção, embora legítimo, foi conduzido de maneira clandestina e ilegal, “equiparando-se órgão acusador aos réus na vala comum de condutas tipificadas como crime”. A decisão reforça uma série de anulações recentes promovidas pelo STF em relação a processos conduzidos por Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.