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Thiago avila
Thiago avila — Crédito: Reprodução Redes Sociais

Ativista brasileiro Thiago Ávila chega ao Brasil após ser preso e deportado por Israel

Preso desde 29 de abril em operação contra flotilha humanitária, Thiago Ávila desembarca em SP nesta segunda (11); família denuncia isolamento e ameaças de morte sofridas durante detenção

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
 

O ativista brasileiro Thiago Ávila deve desembarcar na manhã desta segunda-feira (11) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, após ser preso e deportado por Israel.

Thiago estava detido desde o dia 29 de abril, quando foi interceptado por forças israelenses enquanto participava da flotilha humanitária Global Sumud, que seguia em direção à Faixa de Gaza.

O ativista espanhol Saif Abukeshek também foi preso na mesma operação e deportado.

A chegada de Thiago ao Brasil foi confirmada pela organização Brasil Global Sumud e pela Frente Palestina em São Paulo, que convocaram apoiadores para recepcioná-lo no Terminal 3 do aeroporto.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel e a organização de direitos humanos Adalah confirmaram no domingo (10) a libertação e deportação dos ativistas.

Em nota, a Adalah afirmou que considera a prisão dos integrantes da flotilha uma “violação flagrante do direito internacional”.

A entidade também criticou o uso de detenções, interrogatórios e supostos maus-tratos contra ativistas envolvidos em ações de solidariedade à população palestina em Gaza.

Segundo familiares de Thiago Ávila, o brasileiro teria sofrido ameaças de morte e ouvido de autoridades israelenses que poderia permanecer preso por até 100 anos.

A esposa do ativista, Lara Souza Ávila, relatou que ele ficou em isolamento, em cela iluminada de forma contínua durante 24 horas, situação que teria provocado privação de sono e desorientação.

A prisão ocorreu durante uma operação israelense contra a flotilha Global Sumud, formada por cerca de 22 embarcações e aproximadamente 175 ativistas.

De acordo com os organizadores, o objetivo da missão era levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

O governo de Israel, no entanto, sustenta que a operação possui ligação com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior, alvo de sanções dos Estados Unidos por suposta proximidade com o grupo Hamas.

Os organizadores da flotilha negam qualquer ligação com organizações extremistas e afirmam que a missão tinha caráter exclusivamente humanitário.

Em nota conjunta divulgada anteriormente, os governos do Brasil e da Espanha condenaram a prisão dos ativistas e questionaram a legalidade da ação israelense.

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