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Como acessar o novo teleatendimento psicológico do SUS para mulheres; veja o passo a passo

Serviço gratuito começa este mês pelo aplicativo Meu SUS Digital e foca em mulheres vítimas de violência ou vulnerabilidade; atendimento inclui psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
SUS
SUS — Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

Mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade psicossocial terão acesso a teleatendimento em saúde mental pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O serviço começa neste mês nas cidades do Recife e do Rio de Janeiro.

De acordo com o Ministério da Saúde, a iniciativa será ampliada gradualmente. A previsão é que, em maio, o atendimento chegue a municípios com mais de 150 mil habitantes. Em junho, a expectativa é que o serviço esteja disponível em todo o país.

Segundo a pasta, a estimativa é realizar cerca de 4,7 milhões de teleatendimentos psicológicos por ano. O projeto é desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

Como acessar o serviço

O acesso ao atendimento poderá ocorrer por encaminhamento de unidades da atenção primária à saúde, como unidades básicas de saúde (UBS), além de serviços da rede de proteção às mulheres.

Também será possível buscar o atendimento diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital. A plataforma deve disponibilizar um mini aplicativo específico para o serviço ainda neste mês.

Na ferramenta, a usuária fará um cadastro inicial com informações sobre sua situação. A partir dessa avaliação, o sistema enviará uma mensagem com a data e o horário do teleatendimento.

Segundo o Ministério da Saúde, a primeira consulta terá como objetivo identificar riscos, mapear a rede de apoio e entender as demandas da paciente. O atendimento também poderá ser articulado com outros serviços da rede pública.

Atendimento com equipe multiprofissional

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o modelo segue a estratégia de teleatendimentos já utilizada em outras áreas da saúde.

“A gente lançou esta semana o teleatendimento como suporte para pessoas que já estão em situação de compulsão por jogos eletrônicos. E a gente vai construir o mesmo modelo, mas com arranjos diferentes na relação com a atenção primária em saúde e na pactuação com estados e municípios”, disse.

Segundo o ministro, o serviço contará com diferentes profissionais da área de saúde mental.

“Ofertar esse teleatendimento com psiquiatra, psicólogo, assistente social e, em algumas situações, com terapeuta ocupacional para mulheres – não só aquelas que já foram vítimas de violência, mas àquelas que estão sinalizando ou que estão em extrema vulnerabilidade”, afirmou.

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