Projeto quer garantir duas folgas por ano para trabalhador doar sangue; entenda
Projeto de lei apresentado na Câmara amplia de uma para duas as folgas remuneradas anuais para trabalhadores com carteira assinada que realizarem doação voluntária de sangue
Trabalhadores com carteira assinada poderão ganhar o direito a duas folgas remuneradas por ano para realizar doações voluntárias de sangue. A proposta está prevista no Projeto de Lei 2520/26, apresentado na Câmara dos Deputados pelo deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Pela legislação atual, o empregado pode se ausentar do trabalho por apenas um dia ao ano para doar sangue, sem prejuízo do salário, desde que apresente a devida comprovação.
O novo projeto amplia esse benefício e permite uma folga remunerada a cada seis meses de trabalho, totalizando duas ausências por ano para quem realizar doações voluntárias.
Incentivo à doação
Segundo o autor da proposta, o objetivo é estimular a doação regular de sangue e contribuir para manter os estoques dos hemocentros em níveis adequados para atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Na justificativa do projeto, o parlamentar afirma que a medida representa um baixo impacto para as empresas e pode gerar benefícios significativos para a saúde pública, ampliando o número de doadores em todo o país.
Estoques ainda preocupam
De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil precisa de aproximadamente 5 mil bolsas de sangue por dia para suprir a demanda de hospitais e unidades de saúde.
Apesar disso, os estoques dos hemocentros costumam registrar quedas em períodos como férias escolares e feriados prolongados, quando o número de doadores diminui.
Atualmente, cerca de 1,4% da população brasileira doa sangue regularmente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que uma taxa entre 1% e 3% da população é suficiente para manter os estoques em níveis seguros.
Tramitação
O Projeto de Lei 2520/26 será analisado pelas comissões de Trabalho e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.
Como a proposta recebeu regime de urgência, ela também poderá ser votada diretamente pelo plenário da Câmara. Se for aprovada pelos deputados e pelo Senado Federal, seguirá para sanção presidencial antes de entrar em vigor.
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