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passaporte — Crédito: Gov.BR/Divulgação

Regras migratórias: Proposta quer barrar estrangeiros sem identificação válida na fronteira

Texto aprovado pela Comissão de Relações Exteriores busca fortalecer o controle migratório contra a criminalidade, mas mantém salvaguardas para pedidos de refúgio na fronteira

Gabriel Porta/Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura

Um projeto aprovado na Câmara dos Deputados pode endurecer as regras de entrada de estrangeiros no Brasil ao exigir documentação válida já na fronteira. A proposta impede a concessão de visto, residência ou ingresso no país para quem não apresentar documento oficial de identificação do país de origem.

O texto do Projeto de Lei 622/2026 foi aprovado pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e altera a Lei de Migração com o objetivo de tornar mais rígido o controle migratório.

De autoria do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança, a proposta estabelece como regra geral a exigência de documento de viagem ou identidade válido para entrada no país.

O relator, deputado Albuquerque, fez ajustes para garantir que a medida não impeça pedidos de refúgio. Segundo ele, muitas pessoas deixam seus países sem documentação, o que exige atenção às normas internacionais.

“O princípio da não devolução, do qual o Brasil é signatário, impede a rejeição sumária de quem busca asilo ou refúgio”, explicou.

Com a mudança, a exigência de documentação permanece como regra, mas o direito de solicitar refúgio fica assegurado na fronteira, evitando conflitos jurídicos e diplomáticos.

O relator defendeu a proposta como instrumento de segurança nacional, ao permitir maior controle sobre quem entra no país.

“A exigência de documentação válida do país de origem é o requisito mínimo para que o Estado brasileiro possa realizar o cruzamento de dados em bases internacionais e verificar antecedentes criminais”, afirmou.

“Sem a identificação segura, a autoridade migratória fica impossibilitada de exercer sua função de filtro contra a criminalidade organizada transnacional e o terrorismo”, acrescentou.

O projeto tramita em caráter conclusivo e segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado

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