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combustiveis — Crédito: Jorge Júnior/Rede Amazônica

Paranapetro critica altas sucessivas das distribuidoras no Paraná

Sindicato dos postos (Paranapetro) afirma que distribuidoras estão elevando preços em ritmo acelerado e demoram a repassar quedas. Tensão no Oriente Médio pressiona valor do barril

Gabriel Porta · · 2 min de leitura

Os postos de combustíveis do Paraná têm recebido nos últimos dias sucessivos aumentos nos preços da gasolina e do diesel repassados pelas distribuidoras. A informação foi divulgada pelo Paranapetro, sindicato que representa os revendedores de combustíveis no Estado.

De acordo com a entidade, as distribuidoras alegam que os reajustes são consequência da alta dos preços no mercado internacional e da utilização de combustíveis importados em seus estoques. Com isso, as companhias têm aplicado reajustes frequentes aos postos paranaenses.

Como os postos são obrigados a adquirir gasolina e diesel diretamente das distribuidoras, os revendedores acabam tendo pouca influência sobre a dimensão e a velocidade desses aumentos.

Segundo o Paranapetro, a dinâmica de repasses costuma ocorrer de forma rápida quando há elevação de preços, mas não segue o mesmo ritmo quando há reduções no mercado.

“A prática recorrente é de grande agilidade no repasse das altas aos postos. Já quando ocorre redução de preços, muitas vezes os valores demoram a cair ou não são repassados integralmente”, aponta a entidade em nota.

Diante desse cenário, o sindicato afirma que os postos não podem ser responsabilizados pelo aumento imediato percebido nas bombas.

“Os revendedores são obrigados a comprar combustíveis das distribuidoras, o que limita a capacidade de interferência sobre os reajustes praticados”, destaca o Paranapetro.

Nos últimos dias, o mercado de energia internacional tem registrado forte volatilidade devido ao cenário de tensão no Oriente Médio, região estratégica para a produção mundial de petróleo. A instabilidade tem provocado alta nas cotações do barril e ampliado as incertezas sobre os preços dos combustíveis.

Especialistas apontam que qualquer oscilação no preço do petróleo tende a se refletir rapidamente no valor da gasolina e do diesel no Brasil, impactando setores como transporte, logística e agronegócio.

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