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Público Brasil

Padilha condena ataque dos EUA à Venezuela e oferece SUS para atender feridos

Ministro da Saúde afirma que Brasil já prepara rede assistencial, especialmente em Roraima, diante da escalada do conflito no país vizinho

Gabriel Porta/Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
ALEXANDRE PADILHA
ALEXANDRE PADILHA — Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, condenou neste sábado (3) o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e afirmou que o Brasil está preparado para atender possíveis feridos em decorrência da ofensiva militar. Segundo ele, o Sistema Único de Saúde (SUS) foi colocado à disposição para prestar assistência humanitária, caso haja necessidade.

A manifestação foi publicada nas redes sociais do ministro. Padilha disse que o Ministério da Saúde atua em defesa da paz e criticou o uso da força militar. “Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio”, afirmou.

De acordo com o ministro, o Brasil já vem lidando com reflexos da crise venezuelana no sistema de saúde, especialmente no estado de Roraima, que faz fronteira com o país vizinho. Segundo ele, a rede pública de saúde brasileira foi mobilizada para reduzir os impactos do conflito.

Padilha informou que, desde o início das operações militares na região, o governo federal acionou a Força Nacional do SUS, a Agência do SUS e equipes de Saúde Indígena para reforçar o atendimento. “Enquanto a paz não chega, cuidaremos de quem precisar ser cuidado em solo brasileiro”, declarou.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças norte-americanas realizaram ataques contra a Venezuela e que o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cília Flores, teriam sido retirados do país. Até o momento, o paradeiro do líder venezuelano permanece desconhecido.

A ofensiva ocorre após meses de ameaças e pressão militar dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe, sob a justificativa de combate ao tráfico internacional de drogas. O governo norte-americano, no entanto, ainda não apresentou provas concretas que vinculem Maduro diretamente a organizações criminosas.

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