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Público Brasil

Mendonça proíbe CPMI do INSS de acessar dados do dono do Banco Master após vazamentos

Ministro do STF determina que informações sigilosas do proprietário do Banco Master sejam devolvidas à Polícia Federal. Medida ocorre após exposição de mensagens privadas com ex-namorada

Gabriel Porta/Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
André Mendonça
André Mendonça — Crédito: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta segunda-feira (16) que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS não poderá mais acessar novos dados obtidos a partir da quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Na decisão, o ministro também ordenou que todo o material já reunido pela comissão, atualmente armazenado em uma sala-cofre no Senado, seja devolvido à Polícia Federal.

A medida foi tomada após a abertura de um inquérito para apurar o vazamento de mensagens privadas envolvendo Vorcaro e sua ex-namorada. Segundo Mendonça, a partir de agora, o acesso aos dados ficará restrito, sem possibilidade de consulta por terceiros.

O ministro também estabeleceu que informações relacionadas à vida privada do banqueiro não poderão ser analisadas pela CPMI. A triagem do conteúdo deverá ser feita exclusivamente pela Polícia Federal, que ficará responsável por separar o material relevante para as investigações.

Na decisão, Mendonça determinou que a PF atue em conjunto com a presidência da comissão para retirar os equipamentos armazenados e realizar uma nova análise detalhada dos dados.

Vazamento motivou restrição

O caso ganhou repercussão após o vazamento de mensagens íntimas entre Daniel Vorcaro e a modelo Martha Graeff. As conversas estavam em aparelhos celulares apreendidos pela Polícia Federal durante as investigações.

O conteúdo foi divulgado na imprensa e nas redes sociais, o que levou o ministro a determinar a abertura de um inquérito específico para identificar os responsáveis pelo vazamento.

Na avaliação de Mendonça, o compartilhamento de dados sigilosos com a comissão não autoriza a divulgação pública das informações, especialmente quando envolvem aspectos da vida privada.

Mudança na condução do caso

No mês anterior, André Mendonça assumiu a relatoria do caso envolvendo o Banco Master após a saída do ministro Dias Toffoli.

Uma das primeiras decisões do novo relator havia sido restabelecer o acesso da CPMI aos dados de quebra de sigilo de Vorcaro, que havia sido anteriormente barrado.

Com o vazamento das informações, no entanto, o ministro voltou a restringir o acesso e reforçou a necessidade de preservar o sigilo das investigações e a intimidade dos envolvidos.

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