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Justiça Militar recebe denúncia contra quatro PMs investigados na Operação Rapina

Policiais são acusados pelo Gaeco de roubo qualificado contra caminhoneiro durante o serviço; ação teria ocorrido em setembro de 2025, às margens da BR-376

Repórter Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
MPPR operação Rapina
MPPR operação Rapina — Crédito: Divulgação

A Vara da Auditoria da Justiça Militar Criminal de Curitiba recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra quatro policiais militares investigados na Operação Rapina. Os agentes são acusados de roubo qualificado contra um caminhoneiro durante o horário de serviço. A ação penal foi recebida em 20 de agosto.

Segundo o Gaeco de Curitiba, o crime teria ocorrido em 26 de setembro de 2025. Os quatro policiais, que integravam a equipe de uma viatura, teriam abordado um motorista de caminhão-cegonha no pátio de um posto de combustíveis às margens da BR-376.

Ainda conforme a denúncia, os agentes teriam utilizado armas de fogo e grave ameaça para obrigar o caminhoneiro a conduzir o veículo até um local isolado. No local, a vítima teria sido mantida com a liberdade restringida e teve aparelhos celulares subtraídos pelos policiais. A ação, segundo o Ministério Público, não teria sido registrada ou formalizada como apreensão policial.

Com o recebimento da denúncia, foram mantidas as medidas cautelares impostas aos quatro investigados em fevereiro deste ano. Eles permanecem afastados das atividades operacionais e estão proibidos de utilizar fardamento e armas, inclusive particulares. Também não podem acessar sistemas de investigação policial nem deixar a comarca sem autorização judicial.

O Ministério Público pediu ainda que seja estabelecido o valor mínimo de R$ 50 mil para indenização por danos morais à vítima. O Gaeco também solicitou o compartilhamento das informações com a Corregedoria da Polícia Militar do Paraná para eventual responsabilização administrativa e apuração de outros crimes que possam surgir durante o processo.

A Operação Rapina foi deflagrada em fevereiro, quando foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Curitiba e Joinville, em Santa Catarina. Na ocasião, as investigações apuravam a suspeita de subtração de carga mediante grave ameaça, uso de arma de fogo, viatura oficial e desvio das atribuições policiais.

O processo tramita sob o número 0016498-43.2025.8.16.0013.

Foto: Divulgação 

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