🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Result
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
Público › Política

Gleisi Hoffmann deixa ministério para disputar o Senado em 2026; veja quem assume

Ministra deixará o cargo em 31 de março e será substituída por Olavo Noleto; anúncio ocorreu durante seminário sobre combate ao feminicídio no Palácio do Planalto

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
gleisi hoffmann
gleisi hoffmann — Crédito: Divulgação/PT

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, confirmou nesta quarta-feira (4) que deixará o cargo no governo federal para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026.

Segundo a própria ministra, a saída ocorrerá em 31 de março, prazo previsto pelo calendário eleitoral para quem ocupa cargos no Executivo e pretende concorrer nas eleições.

Quem deve assumir a função é Olavo Noleto, atual secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão.

Anúncio durante seminário em brasília

A confirmação foi feita durante o seminário Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres, realizado na manhã desta quarta-feira (4) no Palácio do Planalto, em Brasília.

O evento foi organizado pelo Conselhão e reuniu autoridades, representantes do setor público, empresas e integrantes da sociedade civil para discutir políticas de combate à violência contra mulheres.

Durante o encontro, Gleisi Hoffmann destacou dados relacionados ao feminicídio no país e chamou atenção para casos em que as vítimas já possuíam medidas protetivas.

“13% dos feminicídios do país são de vítimas que tinham medidas protetivas quando foram mortas”, afirmou a ministra.

Segundo ela, o dado reforça a necessidade de discutir a efetividade dessas medidas.

Gleisi também convidou os integrantes do Conselhão a debater formas de garantir que a proteção judicial seja aplicada com rapidez e eficácia.

Desigualdade de gênero

Durante a fala no evento, a ministra também abordou as desigualdades históricas entre homens e mulheres no Brasil.

“É um problema cultural da nossa sociedade, que vem da educação. Não tem 100 anos que as mulheres entraram no mundo público e da iniciativa privada e que saíram das suas casas para entrar em empresas, na área política. O voto é da década de 1930 e ainda assim começou muito pequeno e com grande resistência", diz.

Ela lembrou ainda que, por muito tempo, a legislação brasileira tratava a mulher como dependente do marido.

“O Código Civil dizia isso até pouco tempo atrás. A mulher tinha que pedir permissão para tudo: para sair, para estudar, para fazer outras coisas. O papel dela era ficar em casa no cuidado”, recordou a ministra.

Pacto contra o feminicídio

Segundo Gleisi Hoffmann, o seminário desta quarta-feira (4) faz parte das primeiras ações do Pacto Brasil entre os Três Poderes para o enfrentamento do feminicídio.

A iniciativa reúne Executivo, Legislativo e Judiciário e foi lançada em fevereiro diante do aumento de casos de violência letal contra mulheres.

O pacto prevê ações voltadas para prevenção, proteção, responsabilização dos agressores e garantia de direitos, além de fortalecer a rede de atendimento às vítimas.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.