Formighieri propõe reestatização da Copel e convoca mobilização no Paraná
Proposta foi apresentada no programa Tijolinho, com críticas ao aumento de tarifas, falhas no fornecimento e defesa de retomada do controle público da estatal
A proposta de reestatização da Copel voltou ao centro do debate político no Paraná após ser defendida pelo jornalista Marcos Formighieri durante o programa Tijolinho, apresentado ao lado de Bruna Bandeira. A iniciativa, segundo ele, passa pela mobilização popular e pela construção de um movimento de pressão capaz de recolocar a companhia sob controle público.
Ao longo do programa, Formighieri associou a defesa da reestatização ao cenário atual enfrentado por consumidores paranaenses. Ele citou aumentos expressivos nas tarifas de energia, falhas recorrentes no fornecimento e prejuízos que atingem desde pequenos consumidores até produtores rurais e empresários. A deterioração dos serviços, na avaliação do jornalista, contrasta com o aumento dos custos pagos pela população.
A proposta apresentada inclui a elaboração de um documento jurídico que possa servir de base para a coleta de assinaturas em todo o estado. A ideia, segundo Formighieri, é construir um instrumento de pressão política capaz de pautar o tema junto a candidatos e representantes públicos, especialmente em um contexto pré-eleitoral. “Vamos reestatizar a Copel. Não é possível uma empresa com esse peso para o Paraná continuar fora do controle da população”, afirmou durante o programa.
A discussão também abordou mudanças estruturais na companhia após o processo de privatização, com destaque para programas de desligamento voluntário e reestruturações internas. Segundo o que foi exposto no programa, essas medidas teriam impactado a qualidade dos serviços e as condições de trabalho, ao mesmo tempo em que não resultaram em benefícios perceptíveis para os consumidores.
Outro ponto levantado foi a destinação dos recursos provenientes das tarifas, tema que, segundo os apresentadores, carece de maior transparência. A crítica central gira em torno da percepção de que o aumento de custos não tem sido acompanhado por melhorias na prestação do serviço.
Durante o programa, Formighieri também ampliou a discussão para o campo político, sugerindo que a reestatização da Copel pode se tornar um tema central nas eleições. Ele defendeu que candidatos ao governo do estado e à Assembleia Legislativa sejam cobrados a se posicionar de forma clara sobre o assunto. “Quero ver qual candidato vai assumir esse compromisso com o povo do Paraná”, disse.
A defesa da reestatização surge em um momento de crescente insatisfação com serviços públicos concedidos ou privatizados no estado, tema que tem ganhado espaço em debates políticos e sociais. No caso da Copel, a proposta apresentada no Tijolinho busca transformar esse descontentamento em ação organizada, com foco na retomada do controle da empresa pelo poder público.
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