🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Corbélia
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
Durigan
Durigan — Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ministro rejeita indenizar empresas por redução de jornada: 'Tempo é do trabalhador'

Em audiência na Câmara, Dario Durigan defende que reorganização do trabalho pressionará busca por eficiência; ministro se posiciona contra compensação financeira a empresas

Gabriel Porta · · 3 min de leitura

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (12) que uma eventual redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6x1, pode provocar ganhos de produtividade na economia brasileira. A declaração foi feita durante audiência pública da comissão especial da Câmara dos Deputados que debate mudanças nas regras trabalhistas.

Segundo Durigan, o mercado de trabalho passa por um processo de transformação e a reorganização das jornadas tende a pressionar trabalhadores e empresas a buscar maior eficiência nas atividades produtivas.

“Mudança da jornada tende a forçar ganho de produtividade”, afirmou o ministro durante a audiência.

Governo vê necessidade de reorganização do trabalho

Na avaliação do ministro, a redução da carga horária exigirá adaptações tanto dos trabalhadores quanto das empresas.

Durigan argumentou que, mesmo com menos horas de trabalho disponíveis, os profissionais continuarão sendo cobrados por desempenho e resultados, o que deve aumentar a necessidade de qualificação e aprimoramento da produtividade individual.

Do lado das empresas, segundo ele, haverá necessidade de rever processos internos, reorganizar operações e corrigir gargalos para manter os níveis de produção.

“O trabalhador, mesmo trabalhando menos horas, vai seguir sendo pressionado para entregar seus resultados”, declarou.

O ministro também defendeu que a discussão sobre a redução da jornada seja acompanhada de melhorias no ambiente econômico e de investimentos em capacitação profissional.

Comparação com política de valorização do salário mínimo

Durante o debate, Durigan comparou a discussão sobre o fim da escala 6x1 com o processo de valorização do salário mínimo ocorrido nos últimos anos.

Segundo ele, a economia brasileira conseguiu absorver o aumento da renda da população, mesmo sem que o movimento tivesse surgido de forma “orgânica” ou diretamente negociada entre os setores produtivos.

Na visão do ministro, a redução da jornada deverá provocar um movimento semelhante de adaptação gradual da economia, exigindo ganho de eficiência dos diferentes setores.

Ele citou ainda o exemplo das trabalhadoras domésticas, afirmando que a formalização do setor e a limitação da jornada também enfrentaram resistência inicial antes de serem incorporadas ao mercado de trabalho.

Ministro rejeita compensação financeira para empresas

Outro ponto abordado por Durigan foi a possibilidade de criação de mecanismos de compensação para empresas que tenham aumento de custos com a folha salarial em decorrência da redução da jornada.

O ministro afirmou ser contrário à ideia de indenizar empregadores pelos impactos financeiros da mudança.

Segundo ele, o tempo de trabalho pertence ao trabalhador e não ao empregador, o que afastaria a justificativa para qualquer modelo de compensação pública às empresas.

Durigan também alertou para os impactos fiscais que uma medida desse tipo poderia gerar nas contas públicas.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.