Dólar fecha em alta a R$ 5,06 e Bolsa cai com prévia da inflação acima do esperado
Moeda americana subiu 0,66% e fechou cotada a R$ 5,061 nesta quarta-feira (27); prévia da inflação oficial em 12 meses atinge 4,64% e pressiona os juros
O dólar fechou em alta e a bolsa brasileira voltou a cair nesta quarta-feira (27), em um dia marcado pela divulgação da prévia da inflação acima das expectativas do mercado e pela forte queda do petróleo no cenário internacional.
A moeda norte-americana encerrou o pregão cotada a R$ 5,061, com avanço de 0,66%, equivalente a R$ 0,033. Durante a manhã, o dólar chegou a atingir R$ 5,07, registrando o maior patamar intradiário desde o último dia 19.
Com o resultado, a divisa acumula valorização de 2,18% em maio. Apesar disso, ainda apresenta queda de 7,79% no acumulado de 2026.
Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou o dia em baixa de 0,48%, aos 175.744 pontos. Foi a segunda sessão consecutiva de perdas no mercado acionário nacional.
Mercado reage ao cenário externo
A valorização do dólar ocorreu em meio ao fortalecimento global da moeda norte-americana e ao aumento da cautela dos investidores diante das incertezas internacionais.
As negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, além das discussões sobre uma possível normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, provocaram forte oscilação nos preços do petróleo e aumentaram a aversão ao risco em países emergentes, como o Brasil.
No caso brasileiro, a queda do petróleo também influencia diretamente o câmbio. Como o país é exportador da commodity, a desvalorização do barril reduz a entrada de dólares na economia, pressionando a moeda norte-americana para cima.
Inflação acima do esperado pressiona bolsa
O desempenho negativo da bolsa também foi influenciado pela divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial.
O indicador subiu 0,62% em maio, acima das projeções do mercado financeiro. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,64%, ultrapassando o teto da meta perseguida pelo Banco Central.
O resultado reforçou a avaliação de que a taxa básica de juros pode permanecer elevada por mais tempo, ou que eventuais cortes na Selic ocorram de maneira mais lenta. Juros altos costumam reduzir o interesse dos investidores pela bolsa de valores.
Petrobras acompanha queda do petróleo
As ações da Petrobras também contribuíram para a queda do Ibovespa, acompanhando o recuo das cotações internacionais do petróleo.
Os papéis ordinários da estatal, que dão direito a voto nas assembleias, caíram 1,62%. Já as ações preferenciais, que garantem prioridade na distribuição de dividendos, recuaram 1,43%.
No mercado internacional, o barril do petróleo Brent fechou o dia em queda de 4,57%, cotado a US$ 92,25. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, caiu 5,55%, encerrando a sessão a US$ 88,68.
A forte desvalorização ocorreu após informações divulgadas pela televisão estatal iraniana apontarem a existência de um esboço de acordo entre Teerã e Washington para restabelecer o tráfego comercial no Estreito de Ormuz.
Apesar de a Casa Branca negar oficialmente a existência de um acordo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações continuam avançando.
Mesmo sem confirmação definitiva, investidores passaram a apostar em uma possível redução dos riscos de interrupção no fornecimento global de petróleo, movimento que pressionou as cotações da commodity ao longo do dia.
Matérias relacionadas
“Tijolinho” do Marcos Formighieri analisa pesquisa eleitoral e faz críticas ao governo do Paraná
Participantes do Mais Motoristas têm até 3/9 para enviar documentos
Advogado que move ações contra o poder público revela bastidores de denúncias no Paraná
Governo Central tem superávit de R$ 10,8 bilhões em julho
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.