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cONGRESSO — Crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Câmara e Senado defendem no STF validade de lei que reduz penas do 8 de janeiro

Manifestações enviadas a Alexandre de Moraes contestam a suspensão liminar da norma. Câmara e Senado sustentam a soberania do Legislativo na derrubada de vetos e alertam sobre prejuízos aos réus que têm direito a regras penais mais benéficas

Gabriel Porta · · 2 min de leitura

A Câmara dos Deputados e o Senado Federal enviaram ao Supremo Tribunal Federal manifestações em defesa da validade da chamada Lei da Dosimetria, norma que prevê redução de penas para condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os posicionamentos foram encaminhados nesta segunda-feira (18) após solicitação do ministro Alexandre de Moraes, relator das ações que questionam a constitucionalidade da lei.

Recentemente, Moraes determinou a suspensão da aplicação da norma até que o Supremo tome uma decisão definitiva sobre o tema.

Na manifestação enviada ao STF, o Senado argumentou que o plenário da Corte deve reverter a decisão individual do ministro. Segundo a advocacia da Casa, a suspensão da lei pode gerar consequências consideradas graves e de difícil reversão.

De acordo com o Senado, ao impedir temporariamente a aplicação da norma, condenados deixam de ter acesso imediato a uma legislação mais benéfica já em vigor, permanecendo submetidos a regras penais mais severas.

A Câmara dos Deputados também defendeu a validade da lei e destacou que o Congresso Nacional possui competência constitucional para decidir sobre a manutenção ou derrubada de vetos presidenciais.

Segundo a manifestação da Casa, cabe ao Parlamento exercer a palavra final dentro do processo legislativo relacionado ao veto presidencial.

A Lei da Dosimetria passou a ser questionada no Supremo após o Congresso derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto aprovado pelos parlamentares.

Pelo menos três ações foram protocoladas na Corte contra a decisão do Congresso. Os processos foram apresentados pela Federação PSOL-Rede, pela Federação formada por PT, PCdoB e PV, além da Associação Brasileira de Imprensa.

A expectativa é que o STF analise as ações ainda neste mês.

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