Casas Bahia pede recuperação judicial após agravamento da crise financeira
Grupo varejista atribui dificuldades a juros elevados, restrição de crédito e pressão sobre o consumo; pedido inclui algumas filiais e ocorre após prejuízo superior a R$ 10 bilhões no segundo trimestre
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O grupo Casas Bahia protocolou, na noite deste domingo (16), pedido de recuperação judicial no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. A empresa afirma que a medida é necessária diante da deterioração de sua situação financeira e da restrição de liquidez.
Segundo a companhia, o cenário foi agravado pelo ambiente macroeconômico, marcado por taxas de juros elevadas, menor oferta de crédito, aumento dos custos financeiros e pressão sobre o consumo e o capital de giro.
O grupo também informou que tentativas de captação de recursos não avançaram após a desistência de um investidor considerado âncora nas negociações. O pedido de recuperação judicial também abrange algumas filiais da empresa.
Em fato relevante, a Casas Bahia afirmou que o processo representa mais uma etapa na tentativa de reestruturar financeiramente a companhia e enfrentar o atual cenário de liquidez restrita.
Prejuízo bilionário
Ainda no domingo, a empresa divulgou prejuízo superior a R$ 10 bilhões no segundo trimestre de 2026. O resultado foi impactado pelo plano de redimensionamento das operações, que incluiu o fechamento de 298 lojas.
A recuperação judicial é um mecanismo utilizado por empresas em dificuldades financeiras para negociar suas dívidas com credores e apresentar um plano de reestruturação, buscando evitar a falência e manter as atividades.
Foto: Divulgação
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