🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Result
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Câmara analisa projeto que regulamenta produção e venda de produtos Halal

Todo o processo produtivo deve obedecer regras rígidas, como o abate realizado por muçulmano

Redação · · 2 min de leitura
Nelsinho Padovani
Nelsinho Padovani — Crédito: Mário Agra/Câmara dos Deputados

 

A Câmara dos Deputados está analisando o Projeto de Lei 356/2025, que estabelece regras para a produção e comercialização de produtos e serviços Halal — aqueles que seguem preceitos da lei islâmica. Em árabe, Halal significa permitido ou lícito, e sua adoção cresce tanto entre a comunidade muçulmana quanto entre consumidores que buscam padrões específicos de qualidade e ética.

O texto do projeto determina que todos os ingredientes utilizados sejam Halal, vedando, por exemplo, o uso de carne de porco, álcool ou animais não abatidos conforme os rituais islâmicos. Além disso, torna obrigatória a certificação desses produtos e serviços, exigindo um selo com o nome da entidade certificadora.

O processo de certificação deverá assegurar instalações limpas e separadas de produtos não Halal, rastreabilidade dos insumos, integridade dos produtos para evitar contaminação cruzada, além de auditorias e testes laboratoriais. A fiscalização ficará a cargo dos órgãos de vigilância sanitária, que deverão realizar inspeções periódicas para garantir o cumprimento das exigências.

Autor da proposta, o deputado Nelsinho Padovani (União-PR) afirma que as medidas pretendem assegurar que o produto seja lícito, seguro e adequado ao público muçulmano. “A demanda por produtos e serviços Halal tem crescido significativamente no Brasil e no mundo”, ressaltou o parlamentar.

Para ser considerado Halal, não basta apenas utilizar ingredientes permitidos pela lei islâmica. Todo o processo produtivo deve obedecer regras rígidas, como o abate realizado por muçulmano, de forma rápida e sem sofrimento, separação e higienização dos equipamentos para evitar contaminação, e rastreamento completo da cadeia produtiva.

A proposta tramitará em caráter conclusivo pelas comissões de Indústria, Comércio e Serviços; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, precisará ainda ser aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.