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BR-277 será totalmente duplicada até 2034; veja o cronograma das obras ano a ano

ANTT mantém previsão de conclusão dos 477 quilômetros de duplicações entre Curitiba e Foz do Iguaçu; primeiros trechos devem ser entregues em 2027, e os últimos, em maio de 2034

Repórter Gazeta do Paraná · · 7 min de leitura
ANTT prevê duplicação da BR-277
ANTT prevê duplicação da BR-277 — Crédito: Divulgação

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A BR-277, principal corredor rodoviário do Paraná, deverá estar totalmente duplicada entre Curitiba e Foz do Iguaçu até maio de 2034. A previsão consta nos contratos de concessão fiscalizados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e envolve 477,7 quilômetros de obras de ampliação da capacidade em trechos que atualmente ainda têm pista simples.

A rodovia corta o Paraná de Leste a Oeste, ligando o litoral, em Paranaguá, à fronteira com o Paraguai, em Foz do Iguaçu. Segundo dados do Sistema Nacional de Viação (SNV), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), cerca de 65% da extensão da BR-277 ainda não é duplicada.

A transformação da rodovia será executada pelas concessionárias Via Araucária, responsável pelo Lote 1, e EPR Iguaçu, que administra o Lote 6. Os prazos estão previstos nos Programas de Exploração da Rodovia (PER), que fazem parte dos contratos de concessão.

De acordo com a ANTT, até o momento não foi formalizada nenhuma suspensão ou postergação geral das obras previstas para a BR-277. Eventuais alterações nos cronogramas dependem de aprovação da agência.

Cronograma geral

O cronograma prevê uma média de aproximadamente 60 quilômetros de duplicações por ano. As primeiras entregas estão previstas para 2027, com avanço gradual até a conclusão dos últimos trechos, em maio de 2034.

Lote 1 — Via Araucária

O Lote 1, administrado pela Via Araucária, abrange o trecho entre Curitiba e Prudentópolis. O contrato foi assinado em 2024.

Os primeiros 27,5 quilômetros estão previstos para entrega em 2027, entre Irati e Palmeira. São 17,1 quilômetros em Irati e 10,4 quilômetros em Palmeira.

Em 2028, o cronograma prevê mais 52,7 quilômetros, distribuídos entre Irati e Prudentópolis, Palmeira e Porto Amazonas.

Programação completa do cronograma 

| BR-277  | Palmeira                   |  10,4 km |    2027 |
| BR-277  | Irati                      |  17,1 km |    2027 |
| BR-277  | Balsa Nova – Palmeira      |  17,2 km |    2028 |
| BR-277  | Palmeira                   |  15,9 km |    2028 |
| BR-277  | Irati – Prudentópolis      |  19,6 km |    2028 |
| BR-277  | Palmeira – Teixeira Soares |  25,1 km |    2029 |
| BR-277  | Teixeira Soares – Irati    |  32,9 km |    2030 |

Além das duplicações, a Via Araucária deverá implantar uma terceira pista entre São Luiz do Purunã e Curitiba, em trecho que já possui pista dupla. A obra está prevista para 2031.

 Lote 6 — EPR Iguaçu

O Lote 6, administrado pela EPR Iguaçu, concentra o maior volume de obras do pacote de concessões. O trecho começa no trevo do Relógio, em Prudentópolis, e segue até Foz do Iguaçu.

Até 2033, a concessionária deverá entregar mais de 320 quilômetros de pista duplicada na BR-277. As primeiras obras do lote estão previstas para maio de 2028, com 18 quilômetros em Guarapuava e 4,7 quilômetros em Matelândia.

Segundo a concessionária, os projetos executivos estão em fase de finalização e os processos de licenciamento ambiental estão em andamento. A empresa afirma que o cronograma estabelecido pela ANTT não sofreu alterações.

Programação completa do Lote 6

| Rodovia | Trecho                           |Extensão | Entrega |

| BR-277  | Guarapuava                       |   18,0 km |    2028 |
| BR-277  | Matelândia                          4,7 km |    2028 |
| BR-277  | Guarapuava                       |    8,2 km |    2029 |
| BR-277  | Céu Azul – Matelândia            |   12,1 km |    2029 |
| BR-277  | Serra da Esperança – Guarapuava  |   24,0 km |    2030 |
| BR-277  | Guaraniaçu – Catanduvas          |   20,2 km |    2031 
| BR-277  | Catanduvas – Cascavel            |   22,9 km |    2030 |
| BR-277  | Cascavel                         |10,493 km |    2031 |
| BR-277  | Cascavel                         |6,6 km |    2031 |
| BR-277  | Cascavel – Santa Tereza do Oeste |   29,8 km |    2031 |
| BR-277  | Virmond – Laranjeiras do Sul     |    9,0 km |    2031 |
| BR-277  | Catanduvas – Cascavel            |   22,9 km |    2030 |
| BR-277  | Guaraniaçu                       |10,6 km |    2032 |
| BR-277  | Laranjeiras do Sul               |    2,8 km |    2032 |
| BR-277  | Cantagalo – Virmond              |   22,5 km |    2032 |
| BR-277  | Nova Laranjeiras – Guaraniaçu    |   22,2 km |    2033 
| BR-277  | BR-277/PR-270                    |   16,0 km |    2033 |
| BR-277  | BR-277/PR-270                    |   11,2 km |    2033 |
| BR-277  | Cantagalo                        |14,2 km |    2033 |
| BR-277  | Laranjeiras do Sul               |   20,1 km |    2033 |
| BR-277  | Candói                           |16,3 km |    2034 |
| BR-277  | Guaraniaçu – Catanduvas          |   20,2 km |    2031 
| BR-277  | Guaraniaçu                       14,0 km |    2033 |
| BR-277  | Céu Azul                         |3,1 km |    2030 |
| BR-277  | Céu Azul                          2,4 km |    2030 |
| BR-277  | Cascavel                          3,0 km |    2031 |

Serra da Esperança e Terra Indígena estão entre os desafios

Entre os trechos mais complexos estão a Serra da Esperança, em Guarapuava, e a área que atravessa a Terra Indígena Rio das Cobras, na região de Nova Laranjeiras.

A duplicação da Serra da Esperança está prevista para 2030. Já os trechos que envolvem Nova Laranjeiras têm previsão de conclusão em 2033. São obras que exigem projetos específicos, licenciamento ambiental e soluções de engenharia para regiões consideradas mais complexas.

Na região Oeste, o cronograma prevê sucessivas frentes de duplicação entre Guaraniaçu, Catanduvas, Cascavel, Santa Tereza do Oeste, Céu Azul e Matelândia.

Se o calendário for cumprido, o Paraná chegará a maio de 2034 com os 477,7 quilômetros de obras de duplicação previstos nos contratos concluídos. Depois da entrega das obras, as concessionárias continuarão responsáveis pela administração e manutenção dos trechos pelos respectivos contratos, que têm duração de 30 anos.

Foto: Divulgação 

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