Assessor citado em denúncia contra Dr. Lauri é exonerado da Câmara de Cascavel
Servidor mencionado no pedido de cassação do vereador deixou o cargo nesta terça-feira (21); processo segue para análise da Comissão de Ética
O assessor parlamentar citado na denúncia que pede a cassação do mandato do vereador Dr. Lauri (MDB) foi exonerado do cargo. A dispensa foi publicada no Diário Oficial do Município desta terça-feira (21), oficializando a saída do servidor da Câmara de Vereadores de Cascavel.
O nome do assessor consta na representação protocolada pelo vereador Fão do Bolsonaro (PL), que acusa Dr. Lauri de utilizar um servidor comissionado do gabinete para realizar serviços particulares durante o horário de expediente. A denúncia foi aceita por unanimidade pela Mesa Diretora na última sexta-feira (17), dando início à tramitação do processo por suposta quebra de decoro parlamentar.
De acordo com a representação, o assessor teria executado atividades como pintura, carpintaria, pequenos reparos e conserto de calçada em um imóvel ligado ao vereador. O documento é acompanhado de fotos, vídeos, imagens aéreas e outros arquivos apresentados como elementos da denúncia.
Com a publicação da exoneração, o servidor deixa oficialmente o cargo comissionado. A saída, no entanto, não interfere na continuidade do processo disciplinar contra o parlamentar.O caso será analisado pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara.
Em razão do recesso legislativo, os trabalhos serão retomados em agosto, quando será definido o relator responsável pela condução do processo. Caso a comissão conclua pela cassação do mandato, o parecer ainda precisará ser aprovado por pelo menos dois terços dos vereadores em plenário.
Para reportagem da Gazeta do Paraná, Dr. Lauri afirmou que aguardava acesso integral aos autos para apresentar sua defesa e se pronunciar sobre o mérito das acusações após análise com seus advogados.
Em reunião nesta sexta-feira (17) a Mesa Diretora votou pela admissibilidade da representação feita contra o vereador Dr. Lauri e o encaminhamento da documentação para a Comissão de Ética, que dará andamento ao processo após o recesso legislativo, em 03 de agosto. Votaram o presidente em exercício Serginho Ribeiro, o primeiro-secretário, Edson Souza e o segundo-secretário, Cidão da Telepar.
A denúncia foi protocolada pelo vereador Fão do Bolsonaro (PL) e entregue pelo advogado Anderson Della Beta no dia 13 de julho. O pedido é pela cassação do mandato de Lauri por supostamente utilizar servidor de seu gabinete para realizar trabalhos particulares durante o horário de expediente.
Foto: Divulgação
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