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Polícias Civil e Militar investigam quadrilha que lucrou R$ 10 milhões com cetamina em 60 dias

Medicamento veterinário é utilizado como droga alucinógena

Redação · · 3 min de leitura
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4 — Crédito: Divulgação

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em conjunto com a Polícia Militar do Paraná (PMPR), está nas ruas na manhã desta quarta-feira (3) para cumprir 12 mandados judiciais contra uma organização criminosa investigada pela prescrição, distribuição e venda de cetamina, um medicamento veterinário que é utilizado como droga alucinógena. A ação acontece simultaneamente em cidades do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio de Janeiro.

A operação conta com a participação das Polícias Civis dos estados nos quais os mandados serão cumpridos e do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O objetivo é desarticular o grupo criminoso e interromper o comércio criminoso da droga.

Os policiais têm a missão de cumprir quatro mandados de prisão e oito de busca e apreensão, além da fiscalização, com o apoio de agentes do MAPA, em nove estabelecimentos comerciais que realizaram a captação e venda irregular da cetamina. As ordens judiciais serão cumpridas nas cidades de Curitiba e Fazenda Rio Grande (PR); Mogi das Cruzes, Itapira, Estiva Gerbi, Valinhos, Indaituba, Campinas e São José do Rio Preto (SP); Belo Horizonte (MG); Várzea Grande (MT); e Macaé (RJ).

As investigações da PCPR iniciaram a partir de uma ação da equipe da PMPR em 21 de maio deste ano que resultou na apreensão de 1.171 unidades de cetamina, um medicamento anestésico para uso animal sujeito a controle especial. O material estava armazenado em uma residência no Bairro Alto, em Curitiba. 

Inicialmente, os medicamentos tinham aparência de legalidade, pois possuíam notas fiscais e prescrições regulares assinadas por médica veterinária. Porém, em análise aos documentos fiscais, os policiais civis verificaram que a substância havia sido adquirida mediante pagamento em espécie com valores que superaram R$ 100 mil. Além disso, o registro da compra foi fracionado em diversas notas fiscais emitidas com diferença de minutos, levantando a suspeita de que a aquisição tinha objetivos ilícitos.

"Ainda, em conjunto com o MAPA, verificamos que a prescritora dos medicamentos apreendidos era uma médica veterinária recém-formada que, entre fevereiro e abril 2025, solicitou autorização ao órgão federal para aquisição de 28 mil unidades do medicamento”, afirma a delegada da PCPR Paula Christiane Brisola. 

A partir das informações obtidas, a PCPR identificou a estrutura da organização criminosa responsável pela prescrição, distribuição e venda ilegal do medicamento no Paraná e em Santa Catarina para o consumo humano. Somente entre os meses de fevereiro e abril deste ano, o grupo movimentou aproximadamente R$ 10 milhões em cetamina, que é popularmente conhecida como Special-K ou Ketamina.

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