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pcpr — Crédito: PCPR/Divulgação

Polícia Civil mira advogado e loja de armas em operação contra roubo de cargas na RMC

Segunda fase de operação cumpre mandados em Curitiba e Piraquara nesta segunda-feira (18)

Gabriel Porta · · 2 min de leitura

A Polícia Civil do Paraná cumpriu nesta segunda-feira (18) cinco ordens judiciais contra um grupo investigado por roubos de cargas em rodovias da Região Metropolitana de Curitiba. A ação faz parte da segunda fase da operação que apura ataques registrados desde o ano passado e que já havia resultado em sete prisões em março deste ano.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Curitiba e Piraquara, após avanço das investigações e análise de materiais obtidos na primeira etapa da operação.

Entre os alvos estão um advogado suspeito de atuar para dificultar as investigações e uma loja de armas que, segundo a Polícia Civil, teria fornecido armamentos utilizados pelo grupo nos crimes. Conforme a investigação, o advogado também é suspeito de receber produtos provenientes dos roubos.

As apurações apontam que a quadrilha estaria envolvida em pelo menos sete roubos de cargas registrados entre setembro do ano passado e janeiro deste ano. Em uma das ações, a polícia identificou a participação de ao menos 11 pessoas. O grupo se dividia em funções específicas durante as abordagens aos caminhoneiros e no transbordo das mercadorias roubadas.

De acordo com o delegado André Feltes, os criminosos agiam principalmente em trechos de subida das rodovias, locais onde os caminhões reduzem a velocidade. Nessas situações, os suspeitos utilizavam dois ou três veículos para bloquear a pista e forçar a parada dos motoristas. Em alguns casos, chegaram a efetuar disparos de arma de fogo para interromper a condução dos caminhões.

Após as abordagens, os motoristas eram colocados em carros do grupo e levados para uma área de chácaras no bairro Tatuquara, em Curitiba. Enquanto isso, parte da quadrilha seguia com os caminhões para locais em Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais, onde as cargas eram descarregadas e redistribuídas.

As cargas roubadas incluíam ração, papelão, bobinas e chapas de aço. O prejuízo estimado com os crimes é de aproximadamente R$ 2 milhões.

Na primeira fase da operação, a Polícia Civil contou com apoio da Polícia Militar do Paraná, da Polícia Rodoviária Federal e da Guarda Municipal de Campo Largo.

 
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