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Polícia Civil deflagra Operação “Agrofraude” contra esquema milionário de estelionato e lavagem de dinheiro

Cascavel é uma das cidades onde a operação da Polícia Civil de Goiás acontece

Redação · · 2 min de leitura
operação agrofraude
operação agrofraude — Crédito: Divulgação/Polícia Civil de Goiás

A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Rio Verde – 8ª Delegacia Regional de Polícia, deflagrou nesta terça-feira (7) a Operação “Agrofraude”, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada em estelionato qualificado por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

As investigações começaram após o recebimento de diversas denúncias de vítimas que caíram no chamado “golpe do falso intermediário”, aplicado em negociações de grãos de milho. O esquema envolvia criminosos que se passavam por compradores legítimos junto a corretores de grãos, obtendo dados reais sobre produtos disponíveis em fazendas — como fotos, vídeos, qualidade e quantidade. Em seguida, eles se apresentavam como vendedores a outros corretores e compradores, fechando negócios fraudulentos e causando grandes prejuízos.

Segundo a Polícia Civil, mais de 10 pessoas foram vítimas apenas em Rio Verde (GO), com um prejuízo estimado em R$ 1 milhão. Ao longo da investigação, os agentes identificaram 41 suspeitos diretamente envolvidos na organização, que teria movimentado mais de R$ 120 milhões em cinco anos de atuação. As movimentações financeiras eram incompatíveis com a renda declarada dos investigados.

A operação contou com o apoio de diversas unidades da Polícia Civil em todo o país e cumpriu 41 mandados de prisão temporária e 46 de busca e apreensão domiciliar, além de medidas de bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens. As ações ocorreram de forma simultânea em Cuiabá e Várzea Grande (MT), Brasília (DF), Paraguaçu Paulista (SP), Cascavel (PR), Joinville (SC), Portão (RS), Manaus (AM), Rio Branco (AC) e São Gonçalo do Piauí (PI).

Os investigados responderão por estelionato qualificado pela fraude eletrônica (art. 171, §2º-A do Código Penal), associação criminosa (art. 288 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Lei nº 9.613/98).

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