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PF deflagra Operação CPF de Aluguel contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

A investigação teve início em janeiro deste ano, após abordagem realizada pela Polícia Rodoviária Federal em Cascavel/PR, ocasião em que foram apreendidos 173,3 kg de cocaína

Eliane Alexandrino · · 2 min de leitura
Operação CPF de Aluguel
Operação CPF de Aluguel — Crédito: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (09), a Operação CPF de Aluguel, com o objetivo de desarticular associação criminosa voltada ao tráfico transnacional de drogas e à lavagem de dinheiro. A ação contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR).

A investigação teve início em janeiro deste ano, após abordagem realizada pela Polícia Rodoviária Federal em Cascavel/PR, ocasião em que foram apreendidos 173,3 kg de cocaína, acondicionados em 159 tabletes ocultos sob sucata metálica e acompanhados de nota fiscal aparentemente utilizada como disfarce.

As diligências conduzidas no inquérito indicaram que o motorista preso em flagrante integrava uma associação criminosa estruturada para o transporte de drogas. Verificou-se também que o veículo utilizado no crime havia sido adquirido por um terceiro, identificado como financiador e líder do grupo, responsável por movimentações financeiras em seu nome e por meio de intermediários ligados à organização.

Nesta fase da operação estão sendo cumpridos 1 mandado de prisão preventiva e 2 mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais cautelares, consistentes no sequestro de imóveis, bloqueio de ativos financeiros e investimentos bancários, bem como indisponibilidade de bens móveis, até o montante de R$ 5 milhões por investigado. Os mandados foram cumpridos em Navegantes/SC.

O nome da operação faz referência ao modus operandi da organização criminosa, que utilizava nomes e documentos de terceiros (“laranjas”) para registrar veículos, movimentar valores e conferir aparência de legalidade às atividades ilícitas. Além de responderem por lavagem de dinheiro, essas pessoas poderão ser responsabilizadas também por participação em organização criminosa.

A Polícia Federal ressalta que o fornecimento ou empréstimo de dados pessoais, como o CPF, constitui conduta grave e pode configurar crime, sujeitando o responsável à responsabilização penal e patrimonial.

Texto e foto: Polícia Federal

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