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Operação investiga suspeitos de planejar ataque durante debates do segundo turno das eleições

Polícia Civil do Distrito Federal cumpre mandados em cinco estados, incluindo o Paraná, contra oito investigados por suposto planejamento de ações violentas durante o período eleitoral

Eliane Alexandrino · · 2 min de leitura
Suspeitos fraudes eleições
Suspeitos fraudes eleições — Crédito: Divulgação

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), a Operação Rede Interrompida para investigar um grupo suspeito de planejar ações violentas durante os debates do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Ao todo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra oito investigados, com idades entre 19 e 31 anos, em cinco estados: Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

A investigação teve início após um relatório técnico elaborado pelo Ciberlab, laboratório de combate a crimes cibernéticos vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A partir da análise das comunicações atribuídas aos suspeitos, a polícia identificou discussões sobre uma possível mobilização em Brasília durante o período eleitoral.

Segundo a PCDF, as conversas incluíam referências à invasão de prédios públicos, definição de possíveis alvos, formação tática, recrutamento de participantes em diferentes estados e compartilhamento de mapas e plantas de edifícios localizados na região central da capital federal. Os investigadores também encontraram indícios de circulação de materiais relacionados à fabricação de artefatos explosivos.

Os mandados judiciais têm como objetivo apreender celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que possam auxiliar na identificação de novos envolvidos e esclarecer o alcance das supostas articulações.

A investigação apura, em tese, os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia ao crime e infrações previstas na legislação antirracismo. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, até o momento, os fatos não foram enquadrados na Lei Antiterrorismo.

O inquérito segue em sigilo, e a responsabilização individual dos investigados dependerá da análise do material apreendido durante a operação e da conclusão das investigações. A polícia ressalta que a ação teve caráter preventivo, buscando impedir qualquer ameaça à segurança durante o processo eleitoral.

Foto:Divulgação 

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