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Operação cumpre 41 mandados contra grupo ligado ao tráfico e homicídios no Parolin, em Curitiba

Ação integrada mobiliza 150 policiais e mira organização criminosa com atuação também em Santa Catarina e Alagoas

Eliane Alexandrino · · 3 min de leitura
Operação em Curitiba
Operação em Curitiba — Crédito: Divulgação

A Polícia Civil do Paraná e a Polícia Militar do Paraná deflagraram, na manhã desta sexta-feira (24), uma operação contra uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro, com base no bairro Parolin, em Curitiba.

Ao todo, são cumpridos 41 mandados judiciais, sendo 13 de prisão preventiva, 15 de busca e apreensão domiciliar e 13 ordens de bloqueio e sequestro de ativos financeiros. A ofensiva mobiliza cerca de 150 policiais, além do apoio de helicópteros e cães farejadores. Também há desdobramentos em Itapema e Maceió, com participação das forças de segurança locais.

A operação é resultado de uma investigação iniciada em junho de 2025, que identificou a consolidação do domínio territorial do grupo no bairro Parolin após confronto com uma facção rival. Segundo a apuração, imóveis da região passaram a ser utilizados como depósitos de drogas e armas, além de pontos de apoio para integrantes da organização.

De acordo com o delegado Ricardo Casanova, a estrutura criminosa era comandada à distância por dois líderes que, mesmo fora do estado, continuavam coordenando as atividades ilegais. “O afastamento geográfico serviu como um escudo para que coordenassem o narcotráfico remotamente”, afirmou.

O comandante de Missões Especiais da PMPR, coronel Alexandre Lopes Dias, destacou que a integração entre as forças de segurança foi determinante para a ação. “A troca de informações e o planejamento conjunto são essenciais para a eficácia das operações e redução da criminalidade”, disse.

As investigações apontam que os lucros do tráfico eram enviados para o Nordeste, onde as lideranças mantinham padrão de vida elevado, sem comprovação de renda lícita. Para ocultar a origem dos valores, o grupo utilizava um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo familiares, empresas de fachada e depósitos fracionados em espécie, realizados em caixas eletrônicos e lotéricas.

Em uma das ações anteriores, a polícia localizou uma “casa cofre” no bairro Sítio Cercado, na Capital, onde foram apreendidos R$ 493,8 mil em dinheiro, além de drogas e equipamentos utilizados na contagem de cédulas.

Além do tráfico, o grupo também é investigado por participação em homicídios registrados na região. Um dos casos apurados é a execução de um líder de facção rival e de seu filho, em março de 2026, em Almirante Tamandaré.

A operação tem como objetivo não apenas reprimir a atuação da organização nas ruas, mas também enfraquecer sua estrutura financeira, considerada essencial para a manutenção das atividades criminosas.

Foto: Divulgação

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