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gaeco — Crédito: Reprodução / Gaeco

Operação Armeiro: Gaeco investiga policiais militares por tráfico de drogas e cumpre mandados no Paraná

Segunda fase da Operação Armeiro cumpriu mandados contra policiais militares de Maringá, Mandaguaçu e Sarandi por suspeitas de tráfico de drogas, associação criminosa e desvio de entorpecentes

Gabriel Porta · · 2 min de leitura

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2), a segunda fase da Operação Armeiro para investigar um suposto esquema de tráfico de drogas, associação para o tráfico e outros crimes com possível participação de policiais militares no Norte do Paraná.

A ação foi coordenada pelo Núcleo de Maringá do Gaeco e cumpriu 13 mandados judiciais expedidos pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual.

Ao todo, foram executados nove mandados de busca e apreensão e quatro de afastamento das funções públicas. As medidas têm como alvo quatro policiais militares lotados em Maringá, Mandaguaçu e Sarandi.

As diligências ocorreram em endereços localizados nos municípios de Maringá e Mandaguaçu, com apoio do 4º Batalhão da Polícia Militar e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná.

Investigação aponta novos suspeitos

Segundo o Ministério Público do Paraná, as investigações começaram em março de 2025, após o Gaeco receber informações sobre a possível atuação de militares, civis e empresas em práticas criminosas.

A primeira fase da operação resultou no oferecimento de denúncia criminal contra um grupo de investigados, e o processo já tramita na Justiça.

Durante o andamento da ação penal, novas provas levaram à identificação de outros quatro agentes públicos, que passaram a ser investigados por suspeita de participação em um esquema envolvendo flagrantes supostamente forjados, associação para o tráfico e desvio de parte das drogas apreendidas em operações policiais.

Nome faz referência ao fornecimento de armas

De acordo com o Ministério Público, o nome Operação Armeiro faz referência ao modo de atuação atribuído a um dos investigados, suspeito de fornecer armas de fogo para uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas.

As investigações continuam para esclarecer a participação de cada um dos envolvidos e identificar possíveis outros integrantes do esquema. O Ministério Público deverá divulgar novas informações sobre a operação em entrevista coletiva marcada para a manhã desta quinta-feira, na sede do Gaeco em Maringá.

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