🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Result
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Gaeco investiga policial civil por lavagem de dinheiro e sequestra R$ 8,8 milhões em bens no Oeste do Paraná

Operação Paralelo Infame cumpriu mandados em Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu; investigação aponta patrimônio incompatível com a renda e uso de terceiros para ocultação de bens

Eliane Alexandrino · · 2 min de leitura
Operação Paralelo Infame
Operação Paralelo Infame — Crédito: Divulgação

🎧 Ouça esta matéria — narrado por IA

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta terça-feira (28), a Operação Paralelo Infame para investigar um policial civil de Foz do Iguaçu e particulares suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro. A ação é conduzida pelo Núcleo Regional do Gaeco em Foz do Iguaçu, com apoio da Corregedoria da Polícia Civil do Paraná.

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nos municípios de Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu, no Oeste do Estado. A Justiça também determinou o sequestro e a indisponibilidade de 11 imóveis de alto padrão registrados em nome dos investigados, avaliados em R$ 2.285.300, além do bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros até o limite de R$ 6.520.000. Somados, os bens indisponibilizados chegam a aproximadamente R$ 8,8 milhões.

As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Foz do Iguaçu. Durante o cumprimento dos mandados, equipes do Gaeco apreenderam aparelhos celulares, documentos, dinheiro em espécie e diversos objetos considerados de alto valor.

Entre os bens recolhidos estão artigos de luxo que, segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), podem ter sido adquiridos com recursos de origem ilícita. Foram apreendidos um piano de cauda, guitarra, violão e bolsas de grife, que passarão por análise para subsidiar a investigação.

Segundo o MPPR, as investigações tiveram início em outubro de 2024, após a prisão do policial civil em Cascavel por tráfico de drogas, em outro procedimento criminal. A partir das diligências realizadas, os investigadores identificaram indícios de que o agente constituiu um patrimônio incompatível com os rendimentos declarados ao longo da carreira.

De acordo com a investigação, o policial teria utilizado terceiros para ocultar bens supostamente obtidos de forma ilícita, especialmente por meio de negociações imobiliárias, estratégia que pode caracterizar o crime de lavagem de dinheiro.

O Ministério Público também apura a existência de uma organização criminosa responsável por movimentar e ocultar os recursos, envolvendo pessoas próximas ao servidor público.

O policial civil investigado permanece preso, mas por fatos relacionados a outra investigação criminal. A Operação Paralelo Infame busca reunir novas provas para esclarecer a origem do patrimônio e a eventual participação dos demais investigados no esquema.

Até o momento, os nomes dos investigados não foram divulgados pelo Ministério Público em razão do andamento das investigações. A defesa dos envolvidos ainda não havia se manifestado sobre as acusações.

Foto: Divulgação

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.