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gaeco — Crédito: Reprodução / Gaeco

Gaeco faz operação em Paranaguá e investiga atestados médicos falsos e tráfico de drogas

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas operações Falsa Receita e Pipa, que investigam fornecimento irregular de medicamentos, atestados falsos e comunicação de presos com comparsas

Gabriel Porta · · 2 min de leitura

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumpriu na manhã desta quarta-feira (15) mandados de busca e apreensão em Paranaguá, no Litoral do Estado. As diligências fazem parte de duas investigações distintas: as operações Falsa Receita e Pipa.

As ações foram conduzidas pelo Núcleo de Paranaguá do Gaeco e têm como objetivo reunir provas para o avanço das investigações.

Operação Falsa Receita

Na Operação Falsa Receita, o foco é a apuração de um suposto esquema de fornecimento de medicamentos controlados sem prescrição médica, além da emissão de atestados médicos falsos.

Durante o cumprimento do mandado judicial, os agentes realizaram buscas relacionadas a uma servidora pública municipal ligada à Secretaria Municipal de Saúde de Paranaguá.

Com autorização da Justiça, foi apreendido o telefone celular da investigada. O aparelho será submetido à perícia e analisado pelos investigadores para verificar possíveis evidências relacionadas aos fatos apurados.

Operação Pipa

Já a Operação Pipa investiga a atuação da filha de um homem preso por tráfico de drogas.

Segundo o Ministério Público, a suspeita é de que ela repassasse a comparsas informações transmitidas pelo pai durante visitas realizadas na unidade prisional onde ele está custodiado.

Durante a operação, o Gaeco cumpriu um mandado de busca e apreensão e recolheu o telefone celular da investigada.

Também foram apreendidos bilhetes conhecidos no sistema prisional como "pipas", utilizados para a troca de mensagens entre detentos e pessoas fora das unidades prisionais.

Investigações continuam

O Ministério Público informou que o material apreendido nas duas operações passará por análise técnica para subsidiar o andamento das investigações.

Até o momento, o Gaeco não divulgou detalhes sobre eventuais indiciamentos ou novos desdobramentos dos casos. As apurações seguem sob sigilo.

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