🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Gcast
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
PRESO
PRESO — Crédito: Juliano Almeida

Morte de bebê sob suspeita de tortura choca MS; Justiça nega liberdade a casal

Criança de 1 ano e 8 meses não resistiu aos ferimentos na Santa Casa; investigação aponta maus-tratos, omissão e violência sexual por parte dos responsáveis

Gabriel Porta · · 2 min de leitura

A Justiça determinou a manutenção da prisão da mãe e do padrasto de um bebê de 1 ano e 8 meses que morreu após dar entrada em estado grave em um hospital de Campo Grande. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (30), quando a detenção em flagrante foi convertida em prisão preventiva.

A criança havia sido internada na Santa Casa na última terça-feira (28), apresentando múltiplas lesões e indícios de agressões, incluindo suspeita de violência sexual. O quadro clínico evoluiu de forma grave, e o bebê não resistiu, vindo a óbito nesta quinta-feira, o que agravou a situação jurídica dos investigados.

Com a conversão da prisão, o casal permanece detido enquanto o caso segue sob investigação da Polícia Civil. A medida é adotada quando há entendimento de que a liberdade dos suspeitos pode representar risco à ordem pública ou prejudicar a apuração dos fatos.

As investigações apontam, inicialmente, para crimes como maus-tratos, lesão corporal, omissão de socorro e estupro de vulnerável. Com a morte da criança, a apuração pode ser ampliada para incluir acusações mais graves, a depender dos laudos periciais.

O caso não era acompanhado anteriormente por órgãos de proteção. Segundo o Conselho Tutelar, não havia registros prévios envolvendo a família, e a situação só chegou às autoridades após a equipe médica identificar sinais de violência e acionar os responsáveis.

Durante o atendimento, a mãe apresentou versões consideradas contraditórias. Em um primeiro momento, relatou que o filho teria sofrido uma queda, mas não conseguiu esclarecer outras lesões constatadas pelos profissionais de saúde. Também houve divergência nas informações sobre atendimentos médicos anteriores: inicialmente, ela afirmou ter levado a criança ao médico por sintomas gripais, mas depois declarou que o atendimento não chegou a ocorrer.

As equipes identificaram ainda que o bebê não tinha acompanhamento regular de saúde e estava com o calendário de vacinação atrasado até o início deste ano. Outro elemento que passou a integrar a investigação foi o relato de um vizinho, que afirmou ter conhecimento de possíveis agressões, mas não formalizou denúncia.

A Polícia Civil aguarda agora a conclusão dos exames periciais, que devem esclarecer a causa da morte e detalhar a extensão das lesões. Paralelamente, os investigadores buscam reconstruir o contexto em que a criança vivia e apurar a responsabilidade dos envolvidos. Com a prisão preventiva decretada, mãe e padrasto seguem à disposição da Justiça até o encerramento do inquérito.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.