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Conectar o campo é destravar o futuro do Paraná

Com quase todo o território rural, o Paraná transforma a conectividade em política de Estado para reduzir desigualdades, fortalecer o agro e garantir competitividade, inovação e desenvolvimento sustentável no campo

Eliane Alexandrino · · 3 min de leitura
Deputado Fabio Oliveira
Deputado Fabio Oliveira — Crédito: Eliane Alexandrino

Poucos estados no Brasil concentram tanta produção, eficiência e diversidade rural quanto o Paraná. O campo paranaense sempre foi motor econômico, mas por muitos anos carregou uma limitação estrutural: a falta de conectividade. Em um estado onde cerca de 98% do território é rural, milhares de famílias do campo precisavam sair de casa para acessar internet e telefonia, mesmo com uma produção cada vez mais avançada. Essa distorção, no entanto, passou a ser enfrentada com política pública e planejamento por parte do Executivo Estadual e da Assembleia Legislativa.

A falta de conectividade no meio rural amplia desigualdades históricas entre o campo e a cidade, afeta renda, educação, saúde, segurança e acesso a serviços, com reflexos diretos no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O agro moderno é movido por dados: previsão do tempo em tempo real, agricultura de precisão, gestão financeira, acesso a mercados e informação. Sem internet, decisões e informações chegam tarde e o custo da produção aumenta.

Essa realidade foi apontada pelas entidades do setor produtivo que compõem o G7 ao longo dos anos: internet no campo não é luxo, é infraestrutura básica, como água e energia elétrica. Produzir desconectado significa maior custo de produção, menor produtividade, competitividade e oportunidades, especialmente em regiões altamente produtivas como o Oeste do Paraná.

A resposta veio com planejamento e visão de longo prazo. A Lei nº 22.788/2025, aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná, transformou a conectividade rural em política de Estado, garantindo continuidade, previsibilidade e segurança jurídica. A internet foi elevada ao nível de estradas e energia elétrica.

A urgência se traduz em números. Até o fim de 2025, 359 torres de telecomunicação já haviam sido instaladas, dentro de um total contratado superior a 500 estruturas. A meta é objetiva: conectar todas as localidades rurais até o final de 2026, levando sinal diretamente às propriedades rurais, proporcionando conectividade o tempo todo ao produtor rural.

Para um estado essencialmente agrícola, transformar a conectividade rural em política pública não é opção é condição para o Paraná continuar crescendo, competindo e liderando.

Fabio Oliveira é deputado estadual, presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da ALEP e especialista em Gestão Pública.

Foto: Eliane Alexandrino

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