Filé Chateaubriand: Como preparar o corte mais nobre do mundo e as melhores receitas
Descubra a origem francesa do Chateaubriand, aprenda a diferença técnica entre os cortes de filé mignon e confira receitas exclusivas ao molho de vinho e au poivre
Chateaubriand
Prato de origem francesa, hoje bastante difundido em restaurantes de alto padrão internacional. Foi criado no século XIX em homenagem ao estadista francês François Chateaubriand.
O prato consiste em uma generosa porção de filé mignon, geralmente com cerca de 5 cm de altura e aproximadamente 300 g, retirada do centro da peça — característica principal da receita. A carne é grelhada na manteiga, ficando bem passada por fora e malpassada por dentro.
Tradicionalmente, é servida com molho à base de vinho Madeira, caldo de carne, manteiga, cebolinhas picadas, estragão fresco, champignons, pimenta e gotas de limão.
O preparo utiliza a parte mais nobre do filé mignon, um corte bovino extremamente macio, localizado ao longo do dorso do animal, com peso médio de 2 kg. Trata-se de um dos cortes mais caros, sem nervos, gordura ou osso, ideal para bifes, chateaubriand, tournedos, rosbife e picados.
Variações de cortes de carne
Os cortes mais indicados para bifes são o filé mignon e o contrafilé. Para opções mais simples, podem ser utilizadas a aba de alcatra ou o coxão mole, desde que amaciados previamente.
Principais cortes de filé mignon
- Medalhão (Filet Mignon)
Corte tradicional retirado do centro, com 3 a 7 cm de espessura, ideal para selar. - Tornedor (Tournedos)
Corte cilíndrico, menor que o medalhão, com cerca de 2 a 3 cm de espessura. - Chateaubriand
Retirado da cabeça do filé, mais alto e robusto, ideal para assar inteiro ou servir duas pessoas. - Escalope
Bife fino, com cerca de 100 g, retirado do miolo. - Escalopinho
Versão menor do escalope, com 60 a 70 g. - Paillard
Corte extremamente fino e batido, indicado para preparos rápidos. - Picadinho ou tiras
Utiliza pontas e laterais do filé, ideal para estrogonofe. - Carpaccio
Fatias extremamente finas, geralmente retiradas de partes específicas do miolo.
Diferença entre filé mignon 3/4 e 4/5
A distinção está no peso e no tamanho das peças, baseados em libras:
Filé mignon 3/4 (1,3 kg a 1,8 kg)
- Peça menor e mais leve
- Geralmente proveniente de fêmeas
- Indicado para bifes menores e preparo cotidiano
- Mais acessível e prático para famílias
Filé mignon 4/5 (1,8 kg a 2,3 kg)
- Peça maior e mais pesada
- Normalmente proveniente de machos, com maior firmeza
- Ideal para cortes altos, como tournedos e chateaubriand
- Melhor rendimento e padronização dos cortes
Resumo: o 3/4 é indicado para uso doméstico rápido, enquanto o 4/5 é mais adequado para cortes mais altos e apresentações sofisticadas.

Receita: Filé Chateaubriand Au Poivre
Ingredientes
- 8 medalhões de filé mignon
- 1 colher (sopa) de pimenta-do-reino em grãos
- 3 colheres (sopa) de manteiga
- 1/4 xícara de conhaque
- 1/2 xícara de molho demi-glace
- 1/2 xícara de creme de leite aromatizado com tomilho
- Sal a gosto
Modo de preparo
Tempere os medalhões com a pimenta e reserve. Em uma frigideira, derreta a manteiga e doure os medalhões dos dois lados. Ajuste o sal, retire e mantenha aquecidos.
Na mesma frigideira, adicione mais manteiga e o conhaque. Deixe o álcool evaporar e acrescente o demi-glace. Retorne a carne à panela, adicione o creme de leite e cozinhe até obter um molho cremoso, por cerca de cinco minutos.
Finalize com manteiga gelada para dar brilho e sirva em seguida.
Receita: Filé Chateaubriand ao molho de vinho tinto
Ingredientes
- 400 g de filé mignon
- 200 ml de vinho tinto seco
- Alecrim, tomilho e louro
- Sal grosso e pimenta-do-reino
- Azeite
Modo de preparo
Prepare um sal aromático triturando ervas, pimenta e sal grosso. Tempere a carne e deixe marinar no vinho por cerca de 20 minutos.
Sele a carne em frigideira com azeite, reserve e utilize a mesma panela para reduzir o vinho, incorporando os resíduos da carne.
Leve a peça ao forno por aproximadamente 25 minutos. Sirva com o molho reduzido.
Dicas
- Amarre a carne com barbante para manter o formato cilíndrico
- Para intensificar o sabor, adicione caldo de carne ao molho
- Use o sal com moderação
Especiarias e temperos
O termo “especiaria” surgiu no século XII, derivado do latim species. Desde a antiguidade, ervas e especiarias são utilizadas para realçar sabores, conservar alimentos e até em práticas medicinais.
Historicamente, tiveram grande impacto econômico e cultural, especialmente durante as grandes navegações dos séculos XV e XVI. A pimenta-do-reino, por exemplo, chegou a ter valor comparável ao ouro, sendo utilizada como conservante e até como moeda de troca na Europa.

Aipo (Salsão)
Nome científico: Apium graveolens
- Francês: Céléri
- Espanhol: Apio
- Italiano: Sedano
- Alemão: Stangensellerie
- Inglês: Celery
O aipo moderno foi desenvolvido no século XVII na Itália. Existem três tipos principais: branco, verde e o aipo-rábano.
Suas sementes são aromáticas, levemente amargas e amplamente utilizadas na culinária para temperar pães, saladas, sopas e carnes. Também podem ser moídas e misturadas ao sal, criando um tempero versátil.
Receita: Entrada de camarão com aipo
Ingredientes
- 4 laranjas-pera
- 2 colheres (chá) de azeite
- 200 g de camarões limpos
- Páprica picante
- Sal e pimenta-do-reino branca
- Sementes de aipo
- Maionese light
- Iogurte desnatado
- Camarões grandes para decorar
Modo de preparo
Retire a polpa das laranjas e reserve. Refogue os camarões no azeite até ficarem rosados. Tempere com páprica, sal, pimenta e sementes de aipo.
Misture a maionese, o iogurte e a polpa da laranja. Recheie as cascas com o preparo, finalize com camarões e leve à geladeira antes de servir.

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