🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Gcast
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
Mais › Arqueologia

Obra de asfalto é paralisada no Paraná após descoberta de fósseis mais antigos que os dinossauros

Para o Ministério Público Federal, a obra representava risco de danos ambientais e arqueológicos. DER-PR afirma que busca soluções para garantir a continuidade do projeto.

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
jacaré
jacaré — Crédito: DER-PR - Universidade do Contestado

A pavimentação da PR-364, no trecho entre Irati e São Mateus do Sul, no Centro-Sul do Paraná, foi interrompida após a identificação de fósseis de animais que viveram antes mesmo dos dinossauros entre eles, o Mesosaurus brasiliensis, um lagarto aquático que habitou a Terra há cerca de 280 milhões de anos.

Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR), responsável pela obra, estão sendo estudadas alternativas para retomar os trabalhos ou elaborar novas soluções para o andamento do projeto. O trecho afetado tem 1,6 quilômetro de extensão e inclui a implantação de um viaduto no entroncamento com a BR-153. O investimento total é de R$ 23,7 milhões.

A suspensão foi determinada após o cancelamento da licença ambiental, seguindo recomendação do Ministério Público Federal (MPF). O órgão apontou falhas no processo de licenciamento, destacando que o Instituto Água e Terra (IAT) emitiu a autorização sem a manifestação prévia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

De acordo com o DER-PR, cerca de 52,7% dos serviços já haviam sido executados. Enquanto a obra segue parada, o tráfego na região está sendo desviado para uma via municipal.

A procuradora da República Monique Cheker, autora da recomendação, destacou que a pavimentação poderia causar danos ambientais e arqueológicos. “Qualquer continuidade da obra deve estar condicionada à manifestação do Iphan e à realização de estudos arqueológicos e paleontológicos adequados, essenciais para a proteção do patrimônio histórico-cultural e ambiental da União”, afirmou o MPF.

Meses antes, operários que trabalhavam em uma obra na BR-153, próxima ao mesmo trecho, haviam encontrado fósseis semelhantes, que agora são analisados por pesquisadores da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).

O MPF também solicitou que o Iphan realize uma vistoria técnica para avaliar se o patrimônio histórico e cultural da área já sofreu algum tipo de dano.

Com informações do G1

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.