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Saudade não tem idade: Centro urbano de Londrina nos anos 1950

A imagem aérea dos anos 1950 é uma cápsula do tempo que nos transporta para uma cidade que ainda respirava os ares da floresta

Redação · · 2 min de leitura
Londrina 1950
Londrina 1950 — Crédito: Paraná Histórica

Do alto, Londrina revela sua face jovem e em formação. A imagem aérea dos anos 1950 é uma cápsula do tempo que nos transporta para uma cidade que ainda respirava os ares da floresta, mas já sonhava com a verticalização. No centro da fotografia, como um marco simbólico e espiritual, ergue-se a Igreja Matriz, já com suas duas torres, cercada por ruas de traçado regular e edificações baixas.

À direita da imagem, na base, o hotel Sahão domina a esquina. Foi durante anos um dos mais modernos da região, símbolo de uma cidade que se projetava como polo econômico do Norte do Paraná. A seu lado, o desenho geométrico da praça Marechal Floriano Peixoto aparece quase como obra de jardinagem francesa, compondo com o entorno uma ideia de ordem urbana.

O Bosque Marechal Cândido Rondon — que um dia foi floresta densa — já aparece fragmentado, com poucas árvores nativas resistindo entre os caminhos; um vestígio da mata original. Chama a atenção o edifício Bosque em fase final de construção, um dos primeiros grandes marcos da verticalização londrinense. Ausentes ainda estão os prédios Associação Rural e Centro Comercial — o que nos permite perceber que a expansão do centro ainda ganharia novas camadas de modernização.

Numa faixa mais à esquerda da imagem, distinguem-se o antigo Fórum, os Correios e a então Casa da Criança — atual sede da Secretaria Municipal de Cultura. Cada edifício marca a presença do Estado e da sociedade civil num tempo em que a cidade moldava suas estruturas administrativas, culturais e sociais. Era uma Londrina em transição — entre a mata e o concreto, entre a roça e o comércio, entre o silêncio do bosque e o ruído dos caminhões de paralelepípedo.

 

Fontes: Museu Histórico de Londrina Padre Carlos Weiss / Acervo Londrina Histórica.

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