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Espaço Cultural Rota da Seda é inaugurado na Fundação Cultural

A iniciativa celebra o intercâmbio cultural entre Foz do Iguaçu e a China, consolidando a cidade como um centro multicultural e símbolo de conexão entre povos

· 4 min de leitura
Espaço Cultural Rota da Seda é inaugurado na Fundação Cultural
— Crédito: Secom/Divulgação

O Espaço Cultural Rota da Seda foi inaugurado durante a semana passada (17) em evento realizado na Fundação Cultural de Foz do Iguaçu. A iniciativa celebra o intercâmbio cultural entre Foz do Iguaçu e a China, consolidando a cidade como um centro multicultural e símbolo de conexão entre povos.

Desde 2017, o município tem realizado diversas ações para fortalecer os laços culturais com a China, como o Ano Novo Chinês, o Festival da Lua Cheia e a comemoração dos 50 anos de relações diplomáticas entre Brasil e China. A irmandade com a cidade chinesa de Xiamen tem sido um dos pilares desse intercâmbio.

A cerimônia contou com a presença de autoridades municipais e representantes da Embaixada da República Popular da China, reforçando os laços de amizade e colaboração nos últimos oito anos. “Foz se posicionou muito bem no mercado internacional. A China, sendo um dos maiores emissores de turistas para o mundo, traz grandes oportunidades para a cidade, com impactos positivos a médio e longo prazo.” afirmou o prefeito Chico Brasileiro.

Foz do Iguaçu é a primeira cidade das Américas a integrar a Aliança Internacional de Turismo das Cidades da Rota da Seda.  A Rota da Seda, uma das mais importantes redes comerciais da história, conectava a China ao Ocidente por meio da Ásia Central, Oriente Médio e Europa. Além da comercialização de produtos como seda, especiarias e porcelanas, a rota promovia o intercâmbio de ideias, conhecimentos e tradições culturais, simbolizando a colaboração global.

O representante da comunidade chinesa local, Sinky Chen Jish, destacou o esforço conjunto que possibilitou o sucesso da parceria. “Quero fazer um grande agradecimento ao prefeito Chico Brasileiro, que durante esses oito anos fortaleceu esse intercâmbio cultural e econômico entre Foz do Iguaçu e a China”, afirmou.

O conselheiro de Educação da Embaixada da República Popular da China, Wang Zhiwei, ressaltou que as parcerias desenvolvidas nos últimos anos já geraram reflexos no turismo de Foz do Iguaçu, aumentando o interesse da comunidade chinesa pelo Destino Iguaçu. “Estamos muito contentes de conhecer o povo de Foz do Iguaçu e queremos promover mais atividades e parcerias”, disse.

 

Espaço de celebração cultural

O Espaço Cultural Rota da Seda é um convite para explorar os laços históricos e culturais que unem Foz do Iguaçu à China. O diretor de Assuntos Internacionais de Foz do Iguaçu, Jihad Abu Ali, explicou que os itens expostos no espaço são marcos da relação construída entre a cidade e a China. Entre eles, estão a flâmula que representa Foz como membro fundadora da aliança de cidades turísticas da Rota da Seda, o dragão que simboliza as comemorações do Ano Novo Chinês realizadas na cidade, e a exposição fotográfica da cidade de Xiamen, comemorando os dez anos de irmandade entre as duas localidades. “Esse espaço reúne todos os elementos que representam o trabalho desenvolvido nos últimos anos”, concluiu.

 

Diagnóstico das relações internacionais

Ainda na manhã desta quinta-feira (19), foi feita a entrega oficial do diagnóstico das relações internacionais de Foz do Iguaçu, elaborado de forma colaborativa por professores e alunos da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), com o apoio de estudantes do Centro Universitário Dinâmica das Cataratas e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. O documento reúne informações que são resultados de cerca de 800 horas de entrevistas com atores-chave do cenário internacional no município.

A professora Suellen Oliveira, uma das responsáveis pelo relatório, destacou que ele serve como ferramenta de planejamento para a atuação internacional da cidade. “A visão comunitária das relações internacionais nos surpreendeu. Pensávamos que a fronteira seria o principal destaque, mas o que mais emergiu foi a diversidade cultural da cidade. Podemos dizer que, Foz do Iguaçu, que já se reconhece como um patrimônio natural também pode dizer que é um patrimônio intercultural”, afirmou.

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