🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Copel
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Cascavel recebe espetáculo cultural “Arame Farpado – Poesias e Modas Caipiras”

Projeto cultural em Cascavel resgata memórias da vida simples e promove encontro entre gerações com poesia, música e teatro voltados à melhor idade

Gabriel Porta · · 4 min de leitura
ARAME FARPADO
ARAME FARPADO — Crédito: Divulgação

A melhor idade é como um livro: cada página carrega lembranças, lições e histórias que não podem ser esquecidas. Mais do que valorizar essa vivência, é preciso criar espaços para que ela seja compartilhada e celebrada. A cultura, nesse sentido, é uma das pontes mais fortes entre gerações, capaz de resgatar memórias, provocar emoções e aproximar pessoas de diferentes idades em torno de experiências comuns.

E um projeto cultural vem cumprindo esse papel ao unir poesia, música e teatro em uma proposta feita sob medida para os idosos, mas que encontra eco em todas as faixas etárias.

O Centro de Convivência do Idoso Felicidade do Idoso, em Cascavel, será palco no próximo dia 12 de setembro, às 14h, do projeto “Arame Farpado – Poesias e Modas Caipiras”, iniciativa que une literatura, música e teatro em um encontro pensado especialmente para a melhor idade, mas que alcança todas as gerações.

Idealizado pelos atores e poetas Miguel Joaquim das Neves e Solange Ezequiel, o projeto foi aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e Governo Federal. Além das apresentações artísticas, o evento contará com a participação da palestrante Luciane Martini, com mais de 15 anos de experiência, e com interpretação em Libras realizada por Graze Cantelle, ampliando a acessibilidade.

Miguel, ator profissional, poeta e integrante da Academia de Letras de Cascavel, ressalta a proposta do trabalho. “O Arame Farpado é um projeto voltado para a melhor idade, mas que acaba abraçando todo mundo. É poesia, música e reflexão. Queremos abrir espaço para diálogo, emoção e memória cultural”, afirmou.

Segundo ele, o espetáculo mistura modas de viola que fazem parte da memória popular, como Fuscão Preto e Estrada de Ouro Fino, com poesias que resgatam imagens da roça, da mina d’água e da vida simples do interior. “Transformamos em poesia lembranças da nossa cultura raiz. É um trabalho bonito e emocionante”, completou.

A iniciativa já passou por cidades como Céu Azul, Nova Aurora, Corbélia e Cafelândia, sempre com grande adesão do público idoso, mas também com participação de jovens e crianças. “Em Nova Aurora, um professor levou cerca de 40 alunos para assistir junto aos idosos. Foi emocionante ver crianças de 10 anos e senhores de 80 ou 90 compartilhando o mesmo espaço e a mesma energia. Essa troca de gerações é um dos grandes objetivos do projeto”, relatou Miguel.

Com mais de 30 anos dedicados ao teatro, o artista afirma que o projeto foi pensado para garantir inclusão e acessibilidade em todas as etapas. “Não adianta levar um espetáculo para um espaço onde os idosos não conseguem chegar. É preciso ter sensibilidade. Esse trabalho foi construído com muito cuidado para ser, de fato, inclusivo e participativo”, destacou.

Para Solange Ezequiel, a força do espetáculo está justamente na capacidade de despertar memórias e criar identificação com o público. “Eu vou falando sobre a vida na roça e eles logo começam a lembrar. Conto do ranchinho simples, do terreiro de chão batido, do fogão de barro onde se fazia polenta, arroz, feijão e mandioca. Quando eles escutam, dizem: ‘É verdade! Era assim mesmo’. É uma passagem de tempo que emociona”, explicou.

Ela acrescenta que o projeto vai além da arte: busca combater o isolamento social e estimular a convivência. “Eles saem de casa, se encontram, pedem música, cantam juntos, conversam. Isso devolve brilho ao olhar, traz alegria e fortalece a memória. Muitos já perguntam quando voltaremos. É maravilhoso ver essa interação”, disse.

Miguel das Neves e Solange Ezequiel estiveram na Gazeta do Paraná para divulgar o projeto. Gabriel Porta/GP

 

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.