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Vice-presidente da Venezuela cobra prova de vida de Maduro

Delcy Rodríguez afirma que presidente e primeira-dama estão desaparecidos e responsabiliza governo Trump em meio a ataques no país

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
Delcy Rodríguez
Delcy Rodríguez — Crédito: AFP

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste sábado (3) que o presidente Nicolás Maduro está desaparecido e exigiu do governo dos Estados Unidos uma prova de vida imediata do chefe de Estado venezuelano e da primeira-dama, Cília Flores. A declaração ocorre após o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar que Maduro teria sido capturado durante uma operação militar.

Em pronunciamento, Rodríguez disse que o governo venezuelano desconhece o paradeiro do presidente desde o início dos ataques registrados no país. Segundo ela, a situação representa uma agressão direta à soberania nacional. “Exigimos do governo do presidente Donald Trump prova de vida imediata do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama”, declarou.

A vice-presidente afirmou ainda que Maduro já havia alertado a população sobre a possibilidade de uma ofensiva estrangeira. Segundo ela, o ataque estaria relacionado a interesses energéticos dos Estados Unidos.

Trump confirmou nas redes sociais que Maduro teria sido capturado e retirado da Venezuela durante uma ação conduzida em conjunto com forças de segurança norte-americanas. O presidente dos EUA não informou o local para onde o líder venezuelano teria sido levado e anunciou que dará mais detalhes em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h, no horário de Brasília.

Os Estados Unidos também confirmaram ataques a diferentes regiões da Venezuela neste sábado. Diante das explosões em Caracas, a Embaixada norte-americana em Bogotá alertou seus cidadãos para não viajarem à Venezuela e evitarem as fronteiras com Colômbia, Brasil e Guiana.

O governo venezuelano reagiu acusando os Estados Unidos de promover uma agressão militar contra áreas civis e militares de Caracas e dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Em comunicado, Maduro decretou estado de emergência em todo o país e convocou a mobilização das forças sociais, políticas e militares para garantir a soberania nacional.

A escalada de tensão ocorre dois dias após Maduro afirmar publicamente que estaria disposto a dialogar com o governo dos Estados Unidos. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também se manifestou nas redes sociais, afirmando que Caracas estaria sendo bombardeada e defendendo uma reunião imediata da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU).

Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação independente sobre o paradeiro de Nicolás Maduro.

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