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Venezuela entra em estado de emergência após ataque dos EUA

Segundo comunicado oficial do governo venezuelano, os ataques americanos foram direcionados tanto a alvos civis quanto militares

Redação · · 2 min de leitura
Ataque à Venezuela
Ataque à Venezuela — Crédito: Reprodução

 

Na madrugada deste sábado (4), o governo da Venezuela declarou que o país foi alvo de uma “agressão militar” perpetrada pelos Estados Unidos. Em resposta ao ataque, que atingiu áreas em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, o governo venezuelano entrou em estado de emergência e ativou planos de mobilização nacional.

Segundo comunicado oficial, os ataques americanos foram direcionados tanto a alvos civis quanto militares, com o objetivo de tomar o controle das vastas reservas de petróleo e minerais do país. O governo de Nicolás Maduro afirmou que não permitirá a apropriação de seus recursos naturais e se comprometeu a resistir à agressão.

“O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista”, afirmou o comunicado, que também detalhou que Maduro assinou um decreto declarando o estado de Comoção Exterior. A medida visa proteger os direitos da população e garantir o pleno funcionamento das instituições republicanas, além de autorizar a luta armada, caso necessário.

Fontes da CBS News, citadas pela Associated Press, informaram que o presidente dos EUA, Donald Trump, teria ordenado o bombardeio, mas até o momento o governo americano não confirmou oficialmente sua autoria. A agência de notícias também relatou ao menos sete explosões em Caracas, sendo ouvidas por moradores e provocando pânico nas ruas. Segundo testemunhas, o barulho das explosões e o sobrevoo de aeronaves causaram grande temor.

Em reação ao ataque, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou em redes sociais que a Venezuela foi atingida por mísseis. O governo venezuelano, por sua vez, afirmou que os EUA violaram a Carta das Nações Unidas ao usar a força contra o país, e denunciou o ataque como uma tentativa de controle das riquezas estratégicas da nação.

A Venezuela também anunciou que apresentará queixas formais ao Conselho de Segurança da ONU e outras organizações internacionais, buscando a condenação da ação militar dos Estados Unidos e sua responsabilização.

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