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Trump diz que pediu rendição de Maduro antes de ataque dos EUA à Venezuela

Presidente americano afirma que conversou com líder venezuelano antes da operação e diz que EUA assumiram controle do petróleo do país

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
donald trump
donald trump — Crédito: Reprodução/YouTube White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que pediu a rendição do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, antes da operação militar que resultou na captura do líder chavista e de sua esposa, Cilia Flores. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa horas após os ataques norte-americanos em território venezuelano.

Segundo Trump, houve conversas diretas com Maduro antes da ofensiva. Sem entrar em detalhes, o presidente americano afirmou que o venezuelano esteve próximo de aceitar a rendição. “Eu disse a ele que precisava se render. Achei que ele chegou muito perto disso, e agora talvez deseje ter feito”, declarou.

Maduro foi capturado durante a operação e está sendo transportado a bordo do navio de guerra USS Iwo Jima para Nova York, onde deve responder a acusações relacionadas ao narcoterrorismo em tribunais dos Estados Unidos.

Durante a coletiva, Trump afirmou ainda que o governo norte-americano passou a controlar a produção de petróleo da Venezuela. Segundo ele, os EUA teriam retomado o comando do setor energético venezuelano por considerar que o regime de Maduro se apropriou ilegalmente de recursos que, segundo o presidente, pertenciam a interesses americanos.

Trump alegou que a indústria petrolífera da Venezuela foi estruturada com apoio dos Estados Unidos e que os recursos obtidos com a venda do petróleo teriam sido utilizados pelo governo chavista para financiar conflitos fora do país. Para o presidente americano, a situação representa um dos maiores prejuízos econômicos já sofridos pelos EUA.

O republicano afirmou ainda que o embargo ao petróleo venezuelano segue em vigor e que forças militares americanas permanecem mobilizadas na região. Segundo ele, todas as opções militares continuam sobre a mesa, enquanto os Estados Unidos conduzem os próximos passos da operação.

Escalada de tensão entre EUA e Venezuela

Os ataques dos Estados Unidos atingiram diferentes regiões da Venezuela na madrugada deste sábado. Após as explosões em Caracas, a Embaixada dos EUA em Bogotá informou estar acompanhando a situação e recomendou que cidadãos americanos não viajem à Venezuela nem se aproximem das fronteiras com Colômbia, Brasil e Guiana.

A ofensiva ocorre em meio a meses de tensão entre Washington e Caracas, sob a justificativa americana de combate ao tráfico internacional de drogas. Maduro é acusado pelo governo dos EUA de chefiar o chamado Cartel de los Soles, grupo recentemente classificado como organização terrorista internacional pelas autoridades norte-americanas.

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