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Trump — Crédito: Divulgação/Redes Sociais

Trump diz que Estreito de Ormuz será reaberto após assinatura de acordo entre EUA e Irã

Presidente dos EUA esclareceu na rede Truth Social que fluxo de navios depende de varredura de minas. Teerã confirma memorando e impõe prazo de 60 dias para negociação definitiva

Gabriel Porta · · 3 min de leitura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (14) que a reabertura do Estreito de Ormuz ocorrerá apenas na próxima sexta-feira (19), após a assinatura formal do acordo de paz anunciado entre Estados Unidos e Irã. A declaração foi feita por meio da rede social Truth Social.

Mais cedo, Trump havia informado que autorizava a suspensão imediata do bloqueio naval imposto durante o conflito. Horas depois, no entanto, esclareceu que a retomada da navegação dependerá da conclusão de procedimentos de segurança, incluindo a remoção de minas na região.

“Com a abertura do estreito após a assinatura do acordo na próxima sexta-feira, para fins de remoção de minas, o petróleo voltará a fluir em ambas as direções para a região e para o mundo”, escreveu o presidente norte-americano.

Trump também classificou o entendimento como um marco para a estabilidade regional e afirmou que o acordo poderá encerrar meses de tensão no Oriente Médio.

“Este grande acordo trará paz e segurança para toda a região”, declarou.

Durante a publicação, o presidente dos Estados Unidos também destacou sua atuação nas negociações e afirmou que outros governos norte-americanos não conseguiram alcançar um entendimento semelhante com Teerã.

“Muitos presidentes tentaram fazer a paz com o Irã e falharam antes de mim”, escreveu.

A declaração ocorre apesar de o ex-presidente Barack Obama ter firmado um acordo nuclear com o governo iraniano durante seu mandato. O tratado, entretanto, foi abandonado posteriormente pelos Estados Unidos durante o primeiro governo Trump.

Irã condiciona negociações ao cumprimento do acordo

Do lado iraniano, o vice-ministro das Relações Exteriores para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabadi, informou que as negociações para um acordo definitivo entre os dois países deverão ocorrer ao longo dos próximos 60 dias.

Segundo ele, porém, o início das tratativas dependerá da comprovação de que os Estados Unidos cumprirão os compromissos assumidos no memorando firmado neste domingo.

“Na próxima sexta-feira teremos a assinatura oficial e os chefes das delegações definirão os próximos arranjos para as negociações”, afirmou, segundo a emissora estatal iraniana PressTV.

De acordo com o diplomata, antes do início das conversas será necessário verificar medidas como o encerramento das ações militares, a suspensão do bloqueio naval e a liberação de ativos iranianos.

“O início dos 60 dias de negociações está condicionado ao cumprimento desses compromissos pelos Estados Unidos”, declarou.

Conselho iraniano confirma memorando

Também neste domingo, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou a conclusão de um memorando de entendimentos com os Estados Unidos para encerrar o conflito.

Em comunicado divulgado pela imprensa iraniana, o órgão informou que as operações militares serão encerradas de forma imediata e permanente em todas as frentes de combate, incluindo o Líbano.

O conselho também afirmou que o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos será suspenso integralmente e que futuras negociações dependerão da implementação das medidas acordadas.

O entendimento foi mediado pelo Paquistão e anunciado após mais de três meses de confrontos que envolveram Estados Unidos, Irã e Israel, provocando instabilidade na região e impactos nos mercados internacionais, especialmente no setor de energia.

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