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Toffoli pede à PF dados de celulares apreendidos na investigação do Banco Master

Ministro do STF determinou envio de laudos e conteúdos extraídos de aparelhos apreendidos na operação da Polícia Federal; menção ao nome do magistrado em mensagens levou Fachin a avaliar eventual suspeição

Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
Toffoli
Toffoli — Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) encaminhe à Corte todos os dados extraídos de celulares e mídias eletrônicas apreendidos na investigação do Banco Master, instituição financeira alvo de apurações por suspeitas de irregularidades administrativas e financeiras.

A decisão inclui o envio de laudos periciais, registros de mensagens, conversas e demais conteúdos digitais já analisados pelos peritos. O material deve subsidiar a tramitação do inquérito que corre sob supervisão do Supremo. O pedido ocorre em meio a questionamentos sobre a própria relatoria do caso.

 

Menção a Toffoli em celular apreendido

De acordo com informações repassadas pela PF ao presidente do STF, Edson Fachin, o nome de Toffoli foi encontrado em mensagens armazenadas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como um dos principais investigados.

O teor da referência está sob segredo de Justiça, mas a existência da citação levou Fachin a abrir procedimento interno para avaliar se há motivo para eventual impedimento ou suspeição do ministro na condução do processo. Caberá ao presidente do Supremo decidir se Toffoli permanece como relator.

 

O que investiga o caso Banco Master

A investigação da PF apura possíveis fraudes financeiras, gestão temerária e irregularidades administrativas ligadas ao Banco Master. A instituição já havia enfrentado restrições regulatórias e problemas de liquidez, o que levou o caso a ganhar repercussão no sistema financeiro e no Judiciário. Durante a operação, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão, recolhendo celulares, computadores e documentos de executivos e pessoas ligadas à direção do banco. Parte do material passou por quebra de criptografia e perícia técnica para acesso ao conteúdo. Esses dados agora serão enviados formalmente ao STF, conforme despacho do ministro.

A movimentação reacende o debate sobre transparência, imparcialidade e governança nas investigações envolvendo autoridades com foro privilegiado. Especialistas apontam que, diante de qualquer menção a magistrados em provas coletadas, é praxe que o Supremo avalie a possibilidade de redistribuição do caso para evitar questionamentos futuros. Em nota, Toffoli negou qualquer relação irregular com investigados e afirmou que a medida busca garantir acesso integral às provas para análise judicial.

 

Próximos passos

Com o envio dos dados, o Supremo deverá examinar o conteúdo das perícias e decidir os desdobramentos do inquérito, incluindo eventuais novas diligências, oitivas ou responsabilizações. Também permanece pendente a definição sobre a continuidade de Toffoli na relatoria.

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