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Porto Alegre confirma caso de mpox e orienta foliões para o Carnaval

Paciente é morador da Capital, mas contraiu a infecção fora do Estado; município registrou 11 casos ao longo de 2025

Eliane Alexandrino · · 3 min de leitura
RS confirma primeiro caso de Mpox
RS confirma primeiro caso de Mpox — Crédito: divulgação

A Prefeitura de Porto Alegre divulgou nesta segunda-feira (16) orientações para que foliões redobrem os cuidados contra a mpox durante o Carnaval. O Executivo municipal confirmou um caso da doença em 2026 na Capital.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente é morador da cidade, mas a infecção ocorreu fora do Rio Grande do Sul. Em 2025, o município registrou 11 casos de mpox.

Transmissão e prevenção

A mpox é transmitida principalmente por contato direto com lesões na pele, secreções respiratórias e saliva. A orientação é que a prevenção comece antes mesmo da folia.

“Quem vai festejar o Carnaval deve examinar sua pele e observar a presença de erupções, bolhas ou feridas, especialmente na região genital, boca, mãos e pés antes de sair. Caso identifique alterações, deve procurar atendimento em uma unidade de saúde, utilizar máscara e manter as lesões cobertas”, destaca a enfermeira Raquel Carboneiro, gerente em exercício da Vigilância Epidemiológica municipal.

Durante os eventos, a recomendação é evitar contato íntimo ou físico prolongado com pessoas que apresentem lesões suspeitas na pele. Outras medidas incluem:

Higienizar as mãos com álcool em gel 70% com frequência, especialmente após tocar superfícies em locais públicos, utilizar transporte coletivo ou interagir com outras pessoas;

Evitar o compartilhamento de objetos como copos, talheres, garrafas, cigarros, roupas ou toalhas;

Em aglomerações muito densas, considerar o uso de máscara, principalmente se houver circulação ativa do vírus.

Sintomas e incubação

Os primeiros sintomas podem incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, fraqueza e gânglios inchados (ínguas), seguidos pelo surgimento de lesões na pele.

Em caso de suspeita, a orientação é procurar atendimento de saúde para avaliação e possível indicação de isolamento domiciliar. Pessoas com sintomas não devem frequentar blocos nem manter contato íntimo ou sexual.

O período de incubação da mpox varia de três a 21 dias, com média entre 10 e 16 dias. A recomendação é manter atenção aos sinais também após o feriado.

Casos em São Paulo

Em janeiro, a Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou o segundo caso de mpox do grupo I no estado. O paciente, um homem de 39 anos, morador de Portugal, apresentou os primeiros sintomas no fim de dezembro, no Brasil. Ele ficou internado por um dia, recebeu alta e retornou ao país de origem.

A variante do grupo I é considerada mais agressiva e pode apresentar maior risco de complicações.

Emergência internacional

Em setembro de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que a mpox deixou de ser considerada uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. A decisão foi tomada com base na redução contínua do número de casos e mortes nos países mais afetados, principalmente no continente africano.

Foto: Divulgação

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